Justiça impõe sigilo ao processo de Suzane von Richthofen

Luara Leimig – A Justiça decretou sigilo ao processo de execução de pena de Suzane von Richthofen. A decisão atende um pedido foi feito pela detenta, presa em Tremembé (SP), por meio da Defensoria Pública.

O sigilo foi concedido pela juíza Sueli Zeraik Armani na última sexta-feira (8). O processo de Suzane, condenada a 39 anos de prisão pela morte dos pais em 2002, tramita na Vara de Execuções Criminais (VEC) em Taubaté.

Conforme apurou a reportagem o pedido partiu de Suzane e teve como argumento a considerada excessiva publicidade dada à vida dela pelos meios de comunicação e consequente transtornos causados pela situação. Na prática, a partir de agora, os órgãos envolvidos na execução da pena poderão se manifestar apenas em juízo sobre a presa.

O pedido foi feito depois do episódio em que Suzane deu falso endereço na saída temporária de Dia das Mães e foi flagrada pela reportagem do Fantástico. Por conta do ocorrido, Suzane ficou 10 dias em uma cela solitária e foi alvo de um processo administrativo e um judicial para apurar a conduta irregular.

Ela foi absolvida pela Justiça, que considerou que apesar do equívoco, Suzane não agiu de má fé. O problema foi causado pela desatualização do endereço que Suzane ia visitar em um cadastro dos de visitantes. O cadastro é mantido pela administração penitenciária.

Se fosse julgada culpada pelo erro, a presa poderia perder o direito ao regime semiaberto, que cumpre desde o final do ano passado.

Defensoria
Sobre o pedido de sigilo, a Defensoria Pública de SP informou que dado o sigilo imposto, qualquer manifestação sobre o assunto será feita apenas em juízo. A VEC informou que esclarecimentos sobre a medida estão inviabilizados pelo sigilo.

Foto: Divulgação

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