Paraty, RJ ganha a primeira Biblioteca Comunitária indígena do Estado

Espaço foi inaugurado no mês passado; acervo literário está disponível para 40 famílias e 200 integrantes da aldeia


Acervo rico e diverso de literatura da cultura indígena faz parte da RNBC

A Biblioteca Comunitária Itaxi Mirim, em Paraty, pulsa forte no coração da Aldeia Itaxi.

O espaço que foi inaugurado no final do mês passado com as bênçãos do Cacique Miguel, de 120 anos, é a primeira biblioteca comunitária indígena do estado do Rio e integra a Rede Nacional de Bibliotecas Comunitárias (RNBC).
– Esse espaço é importante tanto para as crianças quanto para os adultos, para que eles possam saber a importância da leitura e ter acesso aos livros e a literatura dos autores indígenas. Não são todas as aldeias que têm uma biblioteca. Vamos convidar outras aldeias para conhecer nosso espaço – disse Flávia Arã, uma das responsáveis pela biblioteca.


A construção do espaço de leitura foi fruto da parceria dos indígenas com a Mar de Leitores, rede de bibliotecas comunitárias de Paraty que integra a rede nacional. Foram seis meses para construção, que teve a colaboração das crianças na decoração, como a pintura do mobiliário. Nas estantes um acervo rico e diverso de literatura da cultura indígena, está disponível para aproximadamente 40 famílias e 200 integrantes da aldeia.


– Estamos honrados de ter uma biblioteca comunitária em aldeia indígena. É muito bonito ver a alegria das crianças da aldeia ao entrar neste novo espaço feito e querido por elas – afirmou Bernadete Passos, integrante da rede Mar de Leitores e da Rede Nacional de Bibliotecas Comunitárias.


Rede Nacional de Bibliotecas Comunitárias
Criada em 2015, a Rede Nacional de Bibliotecas Comunitárias tem mais de 110 bibliotecas espalhadas nas regiões Norte, Nordeste e Sudeste para a formação de leitores, a incidência política na área do livro e da leitura e para a democratização do acesso ao livro e a leitura no país.

A Rede tem em média 23 mil atendimentos mensais diretos em suas bibliotecas, sendo que 1.200 atendimentos são para pessoas indígenas.

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