Suspeitos de integrar milícia presos em Volta Redonda, RJ se calam durante depoimento

O delegado titular da 93ª DP (Volta Redonda), Wellinton Vieira, disse na manhã desta sexta-feira (8), a reportagem que ainda não sabe o real motivo da vinda de supostos milicianos para Volta Redonda. O policial explicou que o trio reservou o direito constitucional de apenas se pronunciar em juízo.

Foto: Divulgação

Pela denúncia, o policial militar Eliéser Araújo do Nascimento, lotado no 31º Batalhão da PM (Recreio dos Bandeirantes), Rodrigo dos Santos Rocha, e Thiago de Souza Carvalho, foram indiciados por milícia armada, roubo, Lei do Desarmamento e organização criminosa.

Eles foram presos com farto armamento, na quinta-feira (7), na Rua I, Condomínio Recanto do Bosque 2, no bairro Água Limpa, em Volta Redonda, quando estariam mantendo como reféns, uma família de colombianos.

O trio invadiu o apartamento das vítimas e queriam saber do paradeiro de um homem chamado André. Durante o tempo que ficaram no imóvel, os suspeitos falavam, por meio de celular, com uma quarta pessoa.

Policiais civis e militares chegaram ao local após serem avisados por um morador, que desconfiou da ação dos criminosos.  PM Eliéser tentou justificar sua presença no local, afirmando que tentava evitar um assalto.

A versão do policial suspeito foi desmentida pelas vítimas, que também disseram não conhecer André.

A comandante do 28ª Batalhão da PM, tenente-coronel Luciana Oliveira, informou que agentes do setor de Supervisão de Graduados do 31º BPM, foram à 93ª DP, onde acompanharam  o boletim de ocorrência.

Wellington  vai investigar se os colombianos foram extorquidos pelos suspeitos e se estariam ilegalmente no Brasil.

– A Polícia Civil ainda não sabe o real motivo deles (suspeitos) terem vindos do Rio para Volta Redonda. Vamos investigar principalmente a família vitimada (colombianos), que também reservaram o direito de se pronunciarem apenas em juízo – disse o delegado.

Wellington também vai mandar periciar o material apreendido, como duas pistolas, um revólver, celulares, além de documentos, munições e um colete à prova de bala.

O PM foi transferido para o 31º BPM, onde permanece detido. Já Rodrigo e Thiago foram transferidos para o Sistema Penitenciário do Estado do Rio de Janeiro.

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