Câmara de Volta Redonda, RJ aprova lei que proíbe cessão de leitos de UTI da cidade

 


Foto: Roberta Caulo

A Câmara Municipal de Volta Redonda aprovou há pouco, pela unanimidade dos votos dos 16 paralmentares presentes, um projeto que proíbe a prefeitura de ceder leitos de UTI na rede municipal de saúde para pacientes de outras cidades.

A medida foi tomada para tentar evitar que a Central de Regulação do Estado envie pacientes de outros municípios para a cidade.

A iniciativa foi da Comissão de Saúde da Câmara Municipal, presidida pelo vereador Fernando Martins, mas vários outros vereadores foram coautores do projeto aprovado, que segue para a sanção do prefeito Samuca Silva.

Fernando Martins destacou que o momento que o país e o mundo estão vivendo é atípico, e o STF autorizou os prefeitos e governadores a tomarem iniciativas próprias para combater a pandemia. Ele também disse que “é injusto que todo o trabalho de controle feito a duras penas pelo prefeito seja agora colocado em risco pela possibilidade de a cidadwe precisar ceder leitos que deveriam, neste momento, ficar reservados a seus moradores”.

Martins lembrou que a Prefeitura de Volta Redonda adquiriu o terreno e contribuiu financeiramente para a construção do Hospital Regional Zilda Arns, que no momento está atendendo exclusivamente pacientes de Covid-19 e está com mais de 100 acientes de fora,

Um dos argumentos que os vereadores usaram para aprovar o projeto foi o fato de que a cidade fez um esforço para reduzir a quantidade de casos de alta complexidade, justamente para garantir que haja uma reserva de leitos de UTI para o caso de necessidade.

O vereador José Augusto informou que a cidade tem cedido até material para exames de Covid-19 feitos em pacientes de fora. Ele reafirmou que o relaxamento das medidas de isolamento social tem que ser feito com muito cuidado.