Em meio ao aumento de casos e mortes, Estado já cogita intensificar reabertura no Vale do Paraíba, SP

O governo estadual informou nesta quarta-feira (3) que o Vale do Paraíba tem tendência de aumentar as medidas de flexibilização da quarentena a partir de 15 de junho, mesmo em meio a aumento de casos e de mortes, que bateram recordes de crescimento no período de 24h nesta segunda.

Segundo o Estado, os indicadores de saúde da região nos últimos sete dias permitiriam intensificar a reabertura econômica na metade do mês.

Foram avaliados itens como a ocupação de leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva), internações, casos confirmados e óbitos.

Para tanto, ainda segundo o governo, a região terá que manter os indicadores na próxima semana para poder avançar na reabertura econômica.

O secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Marco Vinholi, disse que o Vale melhorou a sua taxa de internação no período analisado e, por isso, segue com tendência de poder aumentar a flexibilização.

A Baixada Santista e o Vale do Ribeira são outras regiões nesse mesmo contexto, que também poderão aumentar a reabertura.

FASES.

A RMVale está na fase 2 (laranja) do Plano São Paulo de retomada das atividades, classificada de ‘controle’ e que permitiu a reabertura e atendimento presencial, com restrições, de cinco atividades comerciais: shoppings, comércios, concessionárias, imobiliárias e escritórios.

A próxima fase do plano é a amarela (3), de flexibilização, e permite maior reabertura de atividades econômicas.

O plano também prevê que, se a região piorar em seus indicadores, pode recuar para a fase 1 (vermelha), de alerta máximo, sem flexibilização de atividades.

Uma nova análise dos indicadores da RMVale será feita na semana que vem, incluindo os próximos sete dias.

“O número maior de casos está relacionado ao aumento da testagem, e era esperado. Importante é que a ocupação de leitos e o número de óbitos têm reduzido”, disse o médico João Gabbardo, secretário executivo do Comitê de Contingência do Coronavírus de São Paulo.

“Os dados apontam que se pode dar andamento nesse processo de um novo controle das atividades, baseado nos indicadores de transmissão da doença e a capacidade de atendimento dos hospitais.”


Foto: Divulgação / Governo SP