Jackson Emerick comenta pré-candidatura a prefeito de Barra Mansa, RJ


Foto: Assessoria de Imprensa

Pré-candidato a prefeito de Barra Mansa, Jackson Emerick acredita que o eleitorado da cidade está insatisfeito com o quadro político e se apresenta com uma proposta de unidade. Ele avalia que o cenário de confronto é prejudicial e declara: ” Só com trabalho, diálogo e equilíbrio podemos vencer os desafios que temos pela frente”. Por desafio, ele entendeo cenário de queda de arrecadação devido à pandemia de Covid-19.

Reportagem: Como o senhor avalia o cenário político de Barra Mansa no momento, e como sua pré-candidatura se insere nele?

Jackson Emerick: A população de Barra Mansa está cansada do quadro político local e tem dado sinais nas urnas. O eleitor tem demonstrado insatisfação ao deixar de votar ou votando nulo e em branco. Em 2016, para prefeito, mais de 26 mil barramansenses não foram votar. Fora os 13 mil que anularam o voto e os mais de 5 mil que votaram em branco. O debate político está exaltado e o eleitor está demonstrando cansaço e quer soluções para os seus problemas do dia a dia. Barra Mansa vive um momento conturbado. É preciso ter um olhar de equilíbrio diante das incertezas que vamos enfrentar pós-pandemia. Minha pré-candidatura está se inserindo com uma proposta de unidade e diálogo com toda a sociedade de Barra Mansa. Só com trabalho, diálogo e equilíbrio podemos vencer os desafios que temos pela frente. Tenho experiência em administração pública e quero trabalhar para unir a cidade. Para que Barra Mansa volte a ser a terra de oportunidades que fez meu pai mudar pra cá em busca de uma vida melhor, em 1971, vindo de Minas Gerais, como milhares de mineiros e nordestinos fizeram na época. Eu e meus irmãos nascemos e construímos nossas vidas aqui. Eu quero que meu filho e os filhos dos barramansenses tenham a opção de também construir suas vidas aqui, numa cidade com oportunidades para todos.


Reportagem: A maioria dos municípios, incluindo Barra Mansa, atravessa uma fase de queda de arrecadação, por causa da diminuição das atividades econômicas devido à pandemia de Covid-19. Como o senhor planeja administrar o município, já sabendo que dificilmente encontrará uma situação econômica favorável?

JE: A situação é preocupante mas a prefeitura precisa ser protagonista. A queda de arrecadação em Barra Mansa não é só por causa da pandemia. A receita de ICMS vem caindo nos últimos 4 anos. Caímos para o 26º lugar em arrecadação do imposto no Estado. Já fomos o 16º. É uma questão de gestão, de falta de profissionalismo. Os recursos públicos são escassos e precisam ser tratadas com responsabilidade. Não adianta ficar reclamando que não tem dinheiro. Precisa é trabalhar com criatividade. Para Saúde e Educação, por exemplo, há dinheiro específico que vem do Governo federal. Os recursos talvez não sejam totalmente o que a gente gostaria, mas é um dinheiro certo que só pode ser gasto em Educação e Saúde. Então, tem que ter capacidade de gestão para priorizar os gastos em áreas essenciais. Os programas de Saúde da Família tem de funcionar direito e ser ampliados. A Atenção Básica tem de ser prioridade. Isso é possível. No governo Roosevelt Brasil, quando eu fui gerente administrativo da Saúde, ampliamos o horário das Policlínicas até as 22 horas para melhor atender a população. Foi uma medida simples que deu certo. Na Educação precisamos melhorar a qualidade do ensino para que nossos jovens tenham mais oportunidades. As escolas têm de ter estrutura adequada e os professores têm de ser valorizados e qualificados, para que sejam capazes de enfrentar os desafios do novo modelo de educação pós-pandemia.  Outro desafio é o Previbam. Temos de equacionar a dívida de mais de R$ 1 bilhão que a prefeitura tem com o fundo. Esta dívida tem de ser parcelada através de um acordo que envolva a Câmara de Vereadores, o Ministério Público e os servidores. É o Previbam que garante a aposentadoria dos servidores. Então, o prefeito tem de ter responsabilidade com os recursos que são destinados ao fundo. Não pode descontar do servidor e não repassar ao Previbam. O próximo prefeito tem de enfrentar os desafios e unir Barra Mansa para viabilizar novos negócios que gerem emprego e renda para a cidade. Precisamos de gestão responsável.


Reportagem: A economia de Barra Mansa se baseia principalmente no comércio, devido à ausência de indústrias de grande porte. O senhor concorda com essa avaliação? Se concorda, acredita que a cidade tem condições de atrair indústrias no curto prazo e mudar esse cenário?

JE: No cenário atual sou obrigado a concordar, perdemos grandes indústrias que estavam instaladas aqui. Mas não podemos ficar chorando o leite derramado. Barra Mansa tem potencial econômico. Só entre comércio, serviços e outros setores Barra Mansa tem aproximadamente 10 mil empresas. O perfil da economia vem mudando em muitas cidades. Locais onde as indústrias predominavam, como o ABC paulista, hoje é o setor de serviços que responde pela geração de empregos. Em Minas Gerais, a área de inovação e tecnologia vem crescendo e gerando milhares de empregos, principalmente para os jovens. Santa Rita de Sapucaí é um exemplo. A cidade tem 42 mil habitantes e é o maior polo eletrônico do Brasil, comparado ao Vale do Silício, dos Estados Unidos. Podemos fazer algo assim em Barra Mansa na área que a prefeitura desapropriou às margens da Via Dutra para a Zona Especial de Negócios. Transformar o local num centro de indústrias eletrônicas e de tecnologia, com uma área para inovação para estimular a criação das chamadas startups. Temos de aproveitar a nossa posição estratégica entre as duas principais regiões metropolitanas do país que são Rio de Janeiro e São Paulo. Precisamos repensar o perfil econômico de Barra Mansa em conjunto com os setores empresariais, de educação, universitário, trabalhadores, de todos os interessados, com a missão de, em quatro anos, gerar 10 mil novas vagas de trabalho na cidade, inclusive para os jovens. É uma meta possível, desde que tenhamos garra e união. Lugar de jovem barramansense é em Barra Mansa.Em Minas Gerais, a área de inovação e tecnologia vem crescendo e gerando milhares de empregos, principalmente para os jovens. Santa Rita de Sapucaí é um exemplo.


Reportagem: Barra Mansa chegou a ter a proposta de uma “frente” para lançar uma candidatura única contra uma possível tentativa de reeleição de Rodrigo Drable. Agora, com o afastamento e retorno do prefeito , o senhor acredita que possa haver um número maior de candidaturas?

JE: Participei de algumas reuniões dessa “frente”, mas não vi viabilidade dessa junção, pois existe um novo momento da vida partidária. Em função do novo posicionamento do eleitor, a direção municipal do nosso partido, em conjunto com a estadual, decidiu ter uma atuação mais efetiva em Barra Mansa. Com o afastamento do prefeito e a abertura de processo de impeachment na Câmara o cenário fica mais aberto e é natural que os partidos queiram posicionar candidaturas, considero legítimo e é bom para elevarmos o nível do debate. Cabe ao eleitor fazer a escolha de acordo com suas convicções, avaliar o que é melhor para Barra Mansa.