Câmara de Barra Mansa, RJ elege novo segundo vice-presidente

Política – Os vereadores de Barra Mansa elegeram na sessão realizada na manhã desta terça-feira (09) Paulo Afonso Sales Moreira, o Paulo Chuchu, para 2º vice-presidente da Câmara.

A eleição ocorreu em razão da renúncia do vereador Marcelo Borges, que ocupava a função anteriormente. O vereador afirmou que solicitou a renúncia para poder exercer a profissão de advogado. O Estatuto do Advogado impede que membros da mesa executiva do Legislativo exerçam a profissão.

Durante a sessão, foi colocado em votação o projeto de lei de autoria do vereador Vicente Carneiro Leão Filho, o Vicentinho, que permite a reeleição dos diretores gerais e adjuntos nas escolas municipais de Barra Mansa.

O projeto de lei altera o artigo 3º da lei 4133/2013, que institui as eleições para cargos de direção nas instituições de ensino municipais. O presidente da Comissão de Educação, vereador Elias Silva de Andrade, o Lia Preto, exarou parecer contrário ao projeto de lei.

Diante do parecer contrário e da solicitação do Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação –SEPE-, o autor do projeto, vereador Vicentinho, solicitou vistas para discussão com uma comissão formada por representantes do sindicato.

— Eu solicitei a alteração do artigo da lei, para que os diretores pudessem ser reeleitos, porque dois anos é um período muito curto para o profissional realizar seu trabalho. Mas peço vistas do projeto para ouvir as considerações do SEPE sobre esta mudança – solicitou Vicentinho.

Profissionais da Educação reivindicam cumprimento da lei.
Além de acompanharem a votação do projeto de lei que altera a eleição de diretores nas escolas municipais, os profissionais de Educação de Barra Mansa solicitaram aos vereadores apoio para que o Executivo cumpra as leis.

Os profissionais denunciaram que o aporte determinado em Termo de Ajuste de Conduta não foi realizado. Os profissionais cobram, ainda, eleição de diretores, suspensa pelo Executivo no final do ano passado, e a gestão clara do Fundeb, que garante o pagamento da folha do pessoal de Educação.

A diretora do Sepe, Fernanda Carreiro Alves, explanou sobre os motivos que levaram a categoria a realizar duas paralisações de 48 horas.

– Estamos reivindicando apenas o cumprimento da lei pelo Governo: o pagamento da categoria até o último dia útil de cada mês, como sempre ocorreu, e o enquadramento do plano de carreira. Na votação do plano de carreira, o subsecretário de Educação e atual secretário de Fazenda, Deividson, afirmou que havia dinheiro para implantação do plano e agora não tem mais? O Governo alega que houve diminuição de 2 milhões no Fundeb, mas não mostra os dados. Faz 2 meses que os dados não chegam ao Conselho do Fundeb. Queremos uma gestão transparente. Dos concursados que entraram recentemente, 90 já pediram exoneração. Não dá para trabalhar sem saber quando vai receber e sem qualquer estrutura, já que nossas escolas estão sucateadas – afirmou a diretora.

Foto: Divulgação

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