Greve começa no HJSB. Médicos terão assembleia na 5ª feira em Volta Redonda, RJ

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Redação – Volta Redonda: Os médicos remunerados por meio de RPA (Recibo de Pagamento a Autônomo) do Hospital São João Batista, paralisaram as atividades às 7 horas da manhã desta terça-feira, conforme decidiram na semana passada. A paralisação, em princípio, irá até a próxima quinta-feira, quando haverá uma assembleia às 19 horas de avaliação do movimento.

O hospital é o maior da rede pública da região e contra com 320 médicos, dos quais cerca de 90% recebem por RPA. Com a greve estão suspensas consultas e cirurgias eletivas e seletivas, mas os pacientes que já estavam internados para serem operados nesta terça-feira vão passar pelas cirurgias, segundo informou o diretor Sebastião Faria. Os médicos também vão atender os casos de urgência e emergência.

O hospital realiza em média 290 cirurgias eletivas e de emergência por mês, além de três mil consultas mensais no ambulatório e 10 mil no setor de urgência e emergência. Logo no início do movimento, o movimento de pacientes era muito abaixo do habitual.

– Ontem nós conseguimos entrar em contato por telefone com a maioria dos pacientes que estavam com consultas agendadas – afirmou Faria na manhã desta terça-feira. Ele não soube estimar quanto tempo os pacientes poderão levar para marcar nova consultas e o atraso que os três dias de greve vai provocar nas cirurgias.

A orientação da direção do HJSB é que as pessoas que estavam com consultas marcadas procurem as Unidades Básicas de Saúde (UBS) e a rede intermediária – UPA Santo Agostinho, Cais Conforto e Cais Aterrado –para os casos não graves. A paralisação não atinge os profissionais destas unidades nem do Hospital do Retiro.

Os médicos não aceitam a redução salarial determinada pelo governo municipal para toda a área de saúde, que é de 5%. Além disso, o prefeito Antônio Francisco Neto havia determinado um corte de até 30% nos salários dos médicos. Na tentativa de evitar a paralisação, ele chegou a suspender o corte, mantendo apenas os 5%, mas a categoria se recusou a fazer uma assembleia extraordinária na segunda-feira, conforme chegou a anunciar o coordenador do Cremerj (Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro), Júlio Meyer, que é médico do hospital.

Nesta terça-feira, o Cremerj divulgou um comunicado em que classifica de “absurda” a redução de 30% (da qual o governo recuou) e que o pagamento por RPA fere a constituição trabalhista, pois os profissionais não têm direito a férias, 13º salário, FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) e carteira assinada.

Assinado pelo presidente do Cremerj, Pablo Vasquez Queimadelos, o comunicado informa ainda que os profissionais do Cremerj receberam abaixo-assinado de solidariedade de 47 médicos do Hospital do Retiro.

 

Fotos: Foco Regional

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