Cachoeira Paulista tem protesto contra decisão de Edson Mota, que obriga servidores do grupo de risco a voltarem ao trabalho

Trabalhadores temem maior risco de infecção pela Covid-19 com retorno sem planejamento; sindicato recorre à Justiça para reverter medida do prefeito na última semana

Membros do Sindicato debatem medida do prefeito Edson Mota com servidores de Cachoeira (Foto: Divulgação SSPMCC

Após o prefeito de Cachoeira Paulista, Edson Mota (PL), ordenar os servidores municipais do grupo de risco a retornarem ao trabalho na última semana, o sindicato da categoria ingressou com uma ação judicial para tentar reverter a decisão. Anteriormente afastados por questão de segurança devido à pandemia do novo coronavírus (Covid-19), os trabalhadores temem serem contaminados ao retomarem suas atividades.

No último dia 16, Mota revogou um decreto municipal baixado em abril que dispensava, temporariamente, de suas funções cerca de duzentos servidores considerados do grupo de risco como: idosos, diabéticos, cardíacos, hipertensos e portadores de outras doenças crônicas.

A obrigatoriedade da volta dos trabalhadores a partir do último dia 17 gerou indignação pelas ruas da cidade e grupos de discussão nas redes sociais.

Buscando garantir que os funcionários retornem aos seus lares até o fim da pandemia, o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Cachoeira Paulista solicitou à Justiça na última sexta-feira (20), que seja barrada a decisão do prefeito.

Além de criticar o ato de Mota, a presidente do sindicato da categoria, Heloiza Fernandes, denunciou que o Executivo não oferece condições básicas para que os colaboradores se protejam adequadamente enquanto exercem suas funções. “Os servidores não receberam da Prefeitura os equipamentos de proteção individual, como máscaras e luvas especiais. A atual gestão não está também medindo a temperatura das pessoas que circulam nos prédios públicos e disponibilizando álcool em gel nestes locais. Esta medida do prefeito colocou em risco a vida de muitos servidores”.

Heloiza revelou que a categoria acredita que o ato de Mota é uma represália ao resultado da eleição municipal, vencida por Antônio Carlos Mineiro (MDB) no último dia 15. “Circula a informação que o prefeito ficou descontente com a derrota do candidato que apoiava, João Bosco Torrada (PSB), decidindo punir os servidores por isso. Esta tese é plausível já que ele ordenou o retorno do grupo de risco bem no dia seguinte à eleição. O sindicato continuará lutando junto à Justiça para que este absurdo seja corrigido o mais breve possível”.

A presidente ressaltou ainda que o órgão chegou a propor ao Executivo que fosse adotada uma escala especial de trabalho aos funcionários do grupo de risco, propondo evitar que eles atuassem em horários de grande circulação de pessoas, mas ela foi negada por Mota.

A reportagem solicitou um posicionamento da Prefeitura de Cachoeira Paulista sobre o caso, mas nenhuma resposta foi encaminhada até o fechamento desta edição.

Fonte: Jornal Atos

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