Justiça converte para preventiva a prisão de policial militar que matou a namorada em Valença

A Justiça converteu para preventiva a prisão de Janitom Celso Rosa Amorim, de 39 anos, que responde pelo assassinato da namorada Mayara Pereira de Oliveira, de 31 anos, em Valença, no Sul do Rio de Janeiro.

O policial militar havia sido preso em flagrante logo após o crime, cometido na última sexta-feira (27), no estacionamento de uma faculdade. Na decisão, o juiz Marcelo Borges, da Central de Custódia de Volta Redonda, considerou que a medida é necessária “como forma de garantir a ordem pública, pois se trata de delito com grave repercussão social”.

Momento em que o homem é imobilizado logo após atirar contra a namorada — Foto: Reprodução/TV Rio Sul
 Foto: Reprodução

“Desse modo, presentes os requisitos do art. 312 do CPP. Ante o exposto, converto a prisão em flagrante em preventiva, com base no artigo 312, caput, do Código de Processo Penal, uma vez que a prisão cautelar é necessária para garantia da ordem pública e para assegurar a aplicação da lei penal”, diz a decisão.

A conversão é necessária porque a prisão em flagrante tem prazo de expiração de 24h, enquanto a preventiva tem prazo indeterminado.

Crime de feminicídio

Homem faz jovem de refém em Valença — Foto: Reprodução/Redes sociais
Foto: Reprodução/Redes sociais

O crime aconteceu durante sequestro, que durou cerca de duas horas e meia, no estacionamento do campus do Centro Universitário de Valença.

Equipes de segurança da universidade viram os dois discutindo dentro do carro e, ao notar que o homem estava armado, chamaram a polícia. A tentativa de negociação contou com policiais civis e militares.

“A vítima estava dentro do carro, o carro com a porta do motorista aberta e o autor com a arma em punho conversando com os oficiais. Ele conversava, entrava no carro e saia e, nós, aguardando a chegada dos negociadores”, disse Carlos Cesar Santos, delegado titular da Polícia Civil de Valença.

Uma equipe da Unidade de Intervenção Tática (UIT) do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) chegou ao local de helicóptero para ajudar no trabalho.

“Teve um momento em que um helicóptero sobrevoou a faculdade e imaginamos que seriam os negociadores do Bope. Mas, de repente, ele abriu a porta do carro, desferindo um tiro contra a vítima. Não teve reação, nem nada. Simplesmente, ele botou a arma sobre o carro e aceitou a rendição”, descreveu o delegado.

A vítima foi socorrida pelo Samu e levada ainda com vida para o Hospital Escola da cidade. Segundo os bombeiros, que ajudaram no resgate, a jovem teve quatro paradas cardíacas no hospital, e não resistiu.

A prisão

Momento em que o homem é imobilizado logo após atirar contra a namorada — Foto: Reprodução/TV Rio Sul

Momento em que o homem é imobilizado logo após atirar contra a namorada — Foto: Reprodução/TV Rio Sul

O cabo Janitom Celso Rosa Amorim, de 39 anos, foi imobilizado por policiais logo após o disparo. Ele foi algemado e levado em um carro da polícia para a delegacia de Valença. O PM fazia parte do no 37º Batalhão, em Resende, e atuava em Itatiaia.

Por ser policial militar, ele foi transferido para o Batalhão Especial da corporação, que fica em Benfica, no Rio de Janeiro.

A polícia apreendeu a arma usada no crime e recolheu os celulares da vítima e do policial. Os investigadores vão procurar por trocas de mensagens que possam ajudar a esclarecer a motivação do assassinato.

Em nota, a assessoria de imprensa da Secretaria de Estado de Polícia Militar informou que os policiais seguiram os protocolos das ocorrências com refém. Disse ainda que o assassino responderá pelo crime nas esferas civil e militar, que repudia “com veemência” a atitude do policial e se solidariza com a família da vítima.

Sepultamento no sábado

Mayara tinha 31 anos e era estudante de pós-graduação — Foto: Reprodução/Redes sociais
Foto: Reprodução/Redes sociais

No último sábado (28), familiares e amigos se despediram da vítima, a cirurgiã-dentista Mayara Pereira de Oliveira, de 31 anos.

O corpo dela foi velado no Cemitério Portal da Saudade, em Volta Redonda, cidade onde ela morava.

Mayara era aluna de um curso de pós-graduação da área de odontologia. Ela deixa um filho de cinco anos, fruto de outro relacionamento.

Universidade lamenta sequestro e desfecho

Durante o sequestro, os alunos e os colaboradores da universidade foram orientados a não saírem das salas de aulas e dos setores de trabalho. Após o desfecho, as dependências foram esvaziadas e as atividades no campus foram suspensas até esta segunda-feira (30).

“Um acontecimento inesperado em uma cidade tão tranquila quanto Valença, mas que infelizmente reflete um cenário nacional de violência contra a mulher. Vivenciar essa situação é revoltante e extremamente entristecedor. Nos sentimos impotentes ao testemunhar, mesmo com ação imediata da polícia no local, um desfecho trágico”, informou a universidade, em nota oficial.

“Estamos todos muito abalados e unidos em pensamento pela família da Mayara. Seguimos colaborando com autoridades no desdobramento da situação e à disposição da família para suporte nesse momento de dor”, finalizou.

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