Polícia Civil vai usar reagente desenvolvido por alunos da UFRJ em locais onde ocorre violência sexual

A Polícia Civil vai começar a usar, em locais de crimes sexuais, um reagente desenvolvido por alunos da UFRJ para detectar material genético de estupradores. O método, pioneiro, pode ajudar a identificar provas dos crimes que antes poderiam passar despercebidas.

Atualmente, os peritos usam uma luz ultravioleta em locais onde ocorre violência sexual, para tentar detectar o sêmen do criminoso.

Quando o material é encontrado, ele é levado para o laboratório e um reagente é aplicado. Mas o equipamento não consegue detectar pequenos fragmentos, por isso, algumas investigações ficam comprometidas.

Agora, os peritos vão poder usar, já no local do crime, um reagente desenvolvido por alunos do Laboratório de Síntese e Análise de Produtos Estratégicos da UFRJ.

“É extremamente importante a gente ter um método auxiliar pra fazer a detecção do material biológico na cena de crime, porque o sêmen, ele pode estar numa cortina, numa roupa, em um lençol, e olhando, muitas vezes, sem um método auxiliar, você não consegue detectar essa mancha”, explica a doutora em toxicologia e perita criminal da Delegacia de Homicídios da Capital Ariana Santos.

O professor que coordenou o projeto afirma que é a primeira vez que esse produto vai ser usado fora do laboratório. Quando ele entra em contato com o material coletado, o novo reagente provoca uma mancha rosa.

“Posteriormente, você vai jogar um revelador pra ele ficar roxo. O que acontecia? Essa reação, antes, era feita em laboratório, em condições definidas. Pela primeira vez na literatura, no mundo, não conheço nenhum órgão de investigação no mundo que use isso na cena de crime”, diz Cláudio Cerqueira Lopes, pesquisador do laboratório da UFRJ.

A norma técnica dos ministérios da Saúde e da Justiça com protocolos de coleta de vestígios nos casos de violência sexual afirma que o material no corpo da vítima deve ser coletado o mais rápido possível, já que a quantidade e qualidade da coleta diminui significativamente depois de 72h das agressões.

O objetivo é não deixar passar nenhum vestígio que possa ajudar na investigação. Além disso, o reagente não modifica a composição genética do material.

Atualmente, a Polícia Civil tem um banco de dados com cerca de duas mil amostras de material de agressores.

Segundo Priscila Torres, diretora do Laboratório Geral de DNA do Instituto de Pesquisa e Perícia em Genética Forense (IPPGF), da polícia, com esse projeto, ele pode aumentar.

“O objetivo é que chegue ao perfil genético do agressor, e esse perfil seja inserido no banco de dados, para ser cruzado com os perfis já inseridos ali, de amostras de outros crimes, que a gente sabe que o estupro é um crime recorrente, o autor é reincidente, normalmente, e, inclusive, amostras de perfis de condenados que tão sendo inseridas nos bancos de dados”.

A utilização desse reagente em locais de crime está em fase de testes.

Como o produto foi desenvolvido por alunos, tem um baixo custo. Um kit com quatro frascos sai em média R$ 150.

“Nós entendemos que o importante é o que tá acontecendo aqui. A pesquisa da bancada pular os muros da universidade, ir pra Polícia Civil e atender a sociedade”, afirma Cláudio Lopes.

Por Fred Justo, Elis Silvestri e Márcia Brasil

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