Um oceano de oportunidades, o novo cenário para a indústria naval fluminense

Estudo da federação, Panorama Naval do Rio de Janeiro 2020 aponta os rumos do mercado naval brasileiro

Até 2030, estão previstas – entre Esperadas (demanda confirmada) e Prováveis – a entrada em operação de 57 unidades de exploração e produção (UPEs) de petróleo e gás. Conforme o estudo Panorama Naval do Rio de Janeiro 2020, estudo bianual da Firjan, para cada sistema em atividade estima-se a demanda de quatro embarcações de apoio.

Ainda segundo o documento, o setor de Defesa apresenta uma grande demanda naval para a Marinha brasileira com a previsão de diversas contratações, em especial o Navio de Apoio Antártico em processo de licitação. Tais oportunidades podem gerar novos negócios para estaleiros e a cadeia de fornecedores tanto no Rio de Janeiro quanto no país.

Além disso, nos próximos 10 anos, haverá oportunidades nas áreas de descomissionamento e desmantelamento de plataformas e navios, e no setor de Cabotagem, cujo a legislação está em processo de evolução regulatório no Congresso Nacional. O lançamento e a divulgação da plataforma digital do Panorama Naval 2020 ocorreram em 10/12, durante evento on-line da websérie Firjan de Óleo, Gás e Naval com a participação bastante otimistas entre os protagonistas do documento.

“Em 2018, a indústria naval passava por uma grave crise. De lá para cá, observamos uma demanda pujante para este mercado. A Defesa superou gargalos e o mercado de óleo e gás exibe enorme potencial com projetos a partir dos últimos leilões da ANP”, exaltou o presidente da Firjan, Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira.

A visão do mercado

De acordo com a gerente de Petróleo, Gás e Naval da federação, Karine Fragoso, a edição 2020 do Panorama Naval traz análises e a visão dos diversos atores que atuam nesse mercado. A instalação do Cluster Tecnológico Naval do Rio de Janeiro, apresentada pelo contra-almirante e diretor presidente da associação, Walter Lucas da Silva, ratifica a união entre empresas públicas e privadas, além da academia, para o aproveitamento das oportunidades na área de Defesa e desenvolvimento da economia do mar no Rio de Janeiro e no país.

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“Este ano, além das análises técnicas das empresas que atuam nesse segmento, a Firjan oferece ao mercado uma plataforma digital, com dados dinâmicos, que será constantemente atualizada com as principais informações da indústria naval fluminense e nacional”, destacou Karine.

Lilian Schaefer, vice-presidente da Syndarma/Abeam, apresentou dados que projetam um incremento da frota de bandeira brasileira em operação nos próximos dois anos para 376 embarcações em atividade. Hoje, esse número é de 300, com 63 embarcações ociosas.

Já Paulo Rolim, líder do Núcleo Naval do Conselho Empresarial de Petróleo e Gás da Firjan, destacou as dificuldades apresentadas esse ano por conta da pandemia, mas foi otimista em afirmar que há luz no fim do túnel. Ele fez uma análise de todo o setor, incluindo os gargalos e a resiliência da área de Cabotagem. Segundo ele, essa área pode ter um incremento de 8% a 10% nos próximos anos.

O descomissionamento e desmantelamento de plataforma e navios foi apontado como um mercado de enorme potencial nos próximos anos. O documento da federação, em artigo da Emgepron, estima mais de 100 plataformas petrolíferas para serem descomissionadas, em um mercado que gira em torno de R$ 90 bilhões. Gerente executivo de Logística da empresa, capitão de Mar e Guerra André Gabriel Sochaczewski, destacou a importância da base industrial de Defesa, dando robustez ao desenvolvimento naval brasileiro.

Tanto Luis de Mattos, presidente da Sobena, quanto Adyr Tourinho, diretor-presidente da ABESPetro, se mostraram otimistas, mesmo diante das dificuldades apresentadas no ano de 2020. Ambos afirmaram que a indústria naval nacional tem um potencial de crescimento a partir de uma segurança jurídica adequada e uma visão global da atividade.

Por Leandro Eiró | Assessor de imprensa

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