São Sebastião e Ilhabela somam 98 pacientes que fazem hemodiálise em Caraguá; vereadores reivindicam tratamento nas próprias cidades

Foto: Agência Senado

Desde setembro de 2016, o tratamento de pacientes com insuficiência renal crônica por hemodiálise deixou de ser realizado em São Sebastião e passou a ser feito exclusivamente no município de Caraguatatuba.

Com isso, pacientes de São Sebastião e também de Ilhabela passaram a se descolar cerca de 27km pela ‘esburacada’ SP-55 até a clínica no município vizinho.

A luta destes pacientes foi tema das Câmaras Municipais de São Sebastião e de Ilhabela e a reportagem traz hoje uma reportagem especial.

Atualmente são 98 pacientes das duas cidades que necessitam do tratamento.

Na semana passada, na primeira sessão ordinária da Câmara Municipal de São Sebastião, o vereador Marcos Fuly apresentou o Requerimento nº 08/2021, no qual pede informações à prefeitura sobre a viabilidade de instalação do setor de hemodiálise no município. O vereador explica, em seu requerimento, que é “alta a demanda de moradores sebastianenses acometidos por doenças que exigem o tratamento de hemodiálise e que, atualmente, essas pessoas, já fragilizadas pela doença, precisam se locomover a Caraguatatuba, município vizinho, para se sujeitar ao tratamento de Saúde”.

Fuly (foto acima) apontou que, “embora exista o transporte fornecido pelo município, o percurso percorrido pelos pacientes renais é bastante desgastante principalmente por já possuírem a saúde fragilizada”. 

A reportagem entrou em contato com a Prefeitura de São Sebastião, que informou que hoje são 68 pacientes que precisam realizar hemodiálise. Esses pacientes são atendidos pelo Instituto de Nefrologia, localizado em Caraguatatuba.

Em Ilhabela, a presidente da Câmara, vereadora Diana Almeida, recebeu no último dia 4 (foto acima) um grupo de pacientes com insuficiência renal aguda, que reivindica melhores condições no tratamento. Conforme informou a vereadora, são cerca de 30 pessoas que pedem para não serem mais submetidas a viagens para Caraguatatuba. “Esse é um projeto pessoal antigo e reafirmei a eles o meu compromisso em lutar para que o tratamento seja realizado no município. O Executivo precisa trazer o tratamento para o nosso município, pois eles são encaminhados para Caraguatatuba e, por lá, ficam na máquina por quase 4 horas, e ainda enfrentam um duro percurso no caminho de volta para casa. Lutarei para fazer com que a hemodiálise em Ilhabela seja uma realidade”.

O que é a hemodiálise

Hemodiálise é um procedimento pelo qual uma máquina limpa e filtra o sangue, ou seja, faz parte do trabalho que o rim doente não pode fazer. O procedimento libera o corpo dos resíduos prejudiciais à saúde, como o excesso de sal e de líquidos. Também controla a pressão arterial e ajuda o corpo a manter o equilíbrio de substâncias como sódio, potássio, ureia e creatinina.

As sessões de hemodiálise são realizadas geralmente em clínicas especializadas ou hospitais. A hemodiálise é feita em pacientes com insuficiência renal aguda ou crônica graves. A indicação de iniciar esse tratamento é feita pelo médico especialista em doenças dos rins, o nefrologista.

De acordo com reportagem divulgada pela Agência Senado, atualmente, mais de 120 mil brasileiros têm insuficiência renal e fazem hemodiálise. A cada ano, segundo a Sociedade Brasileira de Nefrologia, 21 mil pessoas entram nesse grupo.

Entre as causas do problema, estão a hipertensão, o diabetes e o uso excessivo de anti-inflamatórios, vendidos sem controle nas farmácias. Esse tipo de medicamento, se consumido rotineiramente ou em excesso, pode provocar lesão nos rins.

O Dia Mundial do Rim (9 de março) foi criado para chamar a atenção da sociedade para a doença renal crônica, que é a perda progressiva — e muitas vezes irreversível — da função dos rins, o que pode fazer o paciente necessitar de hemodiálise ou transplante para não morrer.

Por Radar Litoral

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