Polícia Civil prende suspeitos de matar estudante de medicina com tiro na nuca em Poços de Caldas, MG

A Polícia Civil prendeu nesta terça-feira (25) dois suspeitos de matar um estudante de medicina com um tiro na nuca, na zona rural em Poços de Caldas. O crime ocorreu no dia 30 de março e outro suspeito já havia sido detido no fim de abril. De acordo com a polícia, os suspeitos irão responder por homicídio qualificado.

O delegado Cleyson Brene revelou, em coletiva de imprensa realizada na manhã desta terça, que tanto a vítima quanto os suspeitos teriam envolvimento com o tráfico de drogas. Ainda segundo ele, os suspeitos tramaram o homicídio do estudante.

“A partir da prisão [a primeira realizada em abril] e também da confissão do envolvimento identificamos que a vítima, na verdade, seria um traficante de drogas e estava cobrando algumas pessoas, inclusive em seu círculo social, porque ele era amigo dos demais envolvidos. Os presos hoje e também o que já havia sido preso tramaram o assassinato da vítima”, falou.

Brene também destacou que os suspeitos criaram um perfil fake nas redes sociais para conseguir atrair a vítima à zona rural.

“Com o objetivo de levá-la à zona rural, eles criaram um fake em rede social e simularam uma dívida de drogas nesse perfil fake. Eles conversavam, mandavam as mensagens para o perfil fake e depois encaminhavam as mensagens para a própria vítima no sentido de postergar a dívida que era cobrada por parte da vítima, alegando que esse indivíduo da zona rural da cidade teria uma dívida também com eles relacionada ao tráfico de drogas. E, assim, eles conseguiram levar a vítima até o local, com a intenção de receber esse dinheiro, quando foi alvejado no caminho”, disse.

Delegado Cleyson Brene falou sobre a prisão de suspeitos de matar estudante em Poços de Caldas (MG) — Foto: Divulgação/Polícia Civil
Foto: Divulgação/Polícia Civil

Conforme explicou o delegado, os suspeitos detidos durante a operação têm 25 e 41 anos. Eles, além do que já havia sido preso, vão responder, segundo Brene, pelo crime de homicídio qualificado.

Brene explicou que as prisões são temporárias, pelo período de 30 dias, para que as investigações sejam finalizadas. O delegado disse que, após estas prisões, testemunhas serão ouvidas para que as apurações sejam concluídas.