Suspeitos de esquartejarem corpo de mulher em Paraty são presos

Policiais civis da 167ª DP (Paraty), do 5º Departamento de Polícia de Área (DPA) Sul Fluminense e Costa Verde e militares realizam, nesta terça-feira (8), uma operação para cumprir mandados de prisão contra suspeitos  de envolvimento na morte de Juliana Carlos dos Santos.

A mulher foi morta, em maio deste ano, e teve o corpo esquartejado, carbonizado e enterrado na Praia de Jurumirim, em Paraty. Quatro pessoas foram presas.

Durante as investigações, os agentes descobriram que o crime foi motivado porque a vítima participou de um baile funk promovido por traficantes na Ilha das Cobras e filmou o ambiente para fazer postagens em seu perfil nas redes sociais.

O fato desagradou os criminosos, pois entenderam que a jovem estaria divulgando a presença deles para traficantes rivais.

Segundo os policiais, Juliana foi retirada do baile e levada inicialmente a uma praia, onde teria sido violentada. Em seguida, os criminosos levaram a mulher para a Praia do Jurumirim, onde foi esquartejada e teve o corpo carbonizado.

O envolvimento dos indiciados foi comprovado pela investigação, que apurou que vários dos suspeitos atuam no tráfico de drogas nas localidades da Ilha das Cobras e da Mangueira, onde buscam o domínio do território e vivem em confronto constante com traficantes da facção rival do bairro Pantanal, que possuem ramificações com bandidos dos bairros Areal e Perequê, em Angra dos Reis.

Os policiais também apuram o envolvimento de alguns suspeitos  em outros homicídios. Uma das vítimas foi o pré-candidato a vereador Valmir Tenório.

Segundo os agentes, o crime teria sido motivado porque o político mantinha um relacionamento amoroso com a ex-mulher de um integrante da facção criminosa da região.