Lorena aguarda assembleia para eleição do Conselho Municipal de Defesa dos Direitos das Mulheres

Cidade tem cronograma de audiências públicas, até eleger as 14 conselheiras titulares e 14 suplentes; vereadora projeta participação com maior pluralidade

Representantes de debate sobre direitos da mulheres, que ganha força com maior representatividade (Foto: Reprodução PML)

Com uma semana polêmica após a exposição nacional do caso de violência doméstica em Fortaleza, a discussão sobre os direitos da mulher foi registrada em Lorena. A Câmara sediou a primeira audiência pública para composição do Conselho Municipal de Defesa dos Direitos das Mulheres. A eleição das membras tem expectativa de realização para outubro. Todas as mulheres da cidade podem se candidatar às vagas.

Realizada na última quarta-feira (14), a primeira audiência pública abriu os trabalhos de discussão de temas voltados aos direitos da mulher no município. Segundo a vereadora Wanessa Andrea (Cidadania), as audiências foram agendadas em consenso a movimentos feministas locais após a criação de uma comissão para conduzir as discussões até que a assembleia de eleição seja realizada.

A lei do CMDDM estipula até maio a eleição das membras, mas com o avanço da pandemia na região, o evento não pode ser realizado. “Não tivemos a autorização do secretário de saúde porque todos os locais que eu apresentava e o número de pessoas, não era autorizado. Porque fizemos um levantamento de 44 instituições, contando também associações de bairros”, explicou Wanessa, ao citar os protocolos sanitários de enfrentamento à Covid-19.

O primeiro encontro contou representantes de conselhos e movimentos como Conselho Municipal da Pessoa com Deficiência, da Pessoa Idosa e da Juventude com a abordagem sobre a importância e as funções dos conselhos municipais.

De acordo com a vereadora, a próxima audiência está agendada para o dia 18 de agosto abordando o tema Políticas Públicas com a participação de secretários municipais como de Saúde, Segurança e Assistência Social. Já a terceira e última deve ser realizada no dia 15 de setembro com os preparativos para a assembleia de eleição no dia 27 de outubro. As audiências são realizadas sempre às 15h e a eleição prevista para às 19h.

Ao todo, são disponibilizadas 28 vagas distribuídas entre representantes do poder público e da sociedade civil. Destas, 14 conselheiras serão suplentes, ou seja, sete de cada setor e qualquer moradora pode se candidatar. “Não é necessário ter títulos para ser conselheira. Pode ser dona de casa, mulher que trabalha na zona rural. Não adianta também, como vou defender os direitos, fazer propostas, ampliar essas discussões se eu não tiver um entendimento, um envolvimento?”, salientou a vereadora, que explicou a preferência por mulheres engajadas com a causa. “Queremos garantir vagas para mulheres negras, trans, com deficiência, idosas, para todas elas”.

As interessadas podem se inscrever na Câmara com as vereadoras Wanessa Andrea, Lucia da Saúde (Republicanos) ou com a procuradora da Casa e presidente da Comissão, Monica de Luna.

Por Rafaela Lourenço | Jornal Atos