Mortes por Covid-19 estão em queda há um mês no Sul de MG, aponta Estado

Segundo professor de epidemiologia da Unifenas, queda nos números é resultado direto da eficácia da vacinação.

O número de mortes pela Covid-19 está em queda há um mês no Sul de Minas. Nas últimas cinco semanas, a quantidade de óbitos confirmadas pela doença registrou queda. Segundo o professor de epidemiologia da Unifenas, Vinício Rocha, os dados mostram que as vacinas que estão sendo aplicadas estão dando resultados.

O maior número de mortes pela doença foi confirmado pelo Estado na semana entre os dias 4 e 11 de junho: 329 óbitos. Após isso, o número só vem caindo na região. Foram 282 mortes na semana seguinte, 271 na posterior, 253 após três semanas, 220 na quarta semana e 176 registros na semana passada.

“Esse resultado mostra pra gente um ar de esperança, que paulatinamente com o avançar da vacinação nós vamos conseguir proteger as pessoas. O objetivo fundamental da vacinação é evitar internações e óbitos e a gente consegue perceber com esses dados que as vacinas hoje empregadas têm atingido esse efeito, principalmente nas faixas etárias acima de 60 anos, que a sua grande parte conseguiu receber a imunização e a segunda dose daquelas vacinas que utilizam duas doses”, disse o professor.

O professor chama a atenção ainda para que mesmo que vacinadas, as pessoas devem continuar mantendo os cuidados contra a doença.

“Muitas pessoas receberam a primeira dose da vacina, mas relaxaram em algumas medidas. O cinto de segurança do carro não vai evitar que o motorista colida, mas vai garantir que a pessoa não sofra um trauma tão grande, mesma coisa a vacina, muitas vezes a pessoa pode adoecer, mas pra evitar formas graves e óbito, daí a importância, mesmo vacinado, a gente manter medidas protetivas que a gente destaca, principalmente máscara e distanciamento”, disse o professor.

Mortes por Covid-19 estão em queda há um mês no Sul de MG, aponta Estado — Foto: TV Globo

Para o professor, a vacinação neste momento não significa um “passaporte para a liberdade”.

“O grande foco que nós temos que dar agora é que a vacina não é um passaporte para a liberdade, pensando que 50% da população ainda não está, que mais de 85% da população ainda não recebeu segunda dose, por essas pessoas nós devemos nos proteger, então é uma atividade empática, em que por aqueles que ainda não se vacinaram, ainda não tiveram essa possibilidade, nós temos que garantir a diminuição da circulação viral, protegendo com máscara mesmo vacinado, mantendo o distanciamento, evitando aglomerações e ambientes fechados”, concluiu.