A luta diária de um jovem atleta de Caraguatatuba em busca de recursos para disputar o Campeonato Brasileiro de Jiu Jitsu

Vender doces para realizar o sonho de disputar o Campeonato da Confederação Brasileira de Jiu Jitsu, no Rio de Janeiro. Isso é o que motiva o jovem atleta de Caraguatatuba, Gustavo Henrique Brasil, de 17 anos, a estar diariamente no estacionamento do Atacadão para conseguir recursos para atingir seu objetivo.

Para essa luta diária, o jovem atleta se prepara como se fosse para um tatame. Coloca seu kimono, pendura suas medalhas no peito e corre atrás de seus objetivos.

Segundo ele, o campeonato que ocorre no final deste mês, é o mais difícil do Brasil. “Faço isso para eu poder dar um futuro pra minha família. Já sou pai, pago aluguel e quero mudar de vida com o esporte. Estou atrás disso da melhor forma possível”.

Para disputar o campeonato brasileiro, Gustavo disse que precisa de R$ 400,00 para transporte e alimentação. Ele já pagou pouco mais de R$ 250,00 entre inscrição, atestado médico e outros documentos.

Mas a luta do atleta não é só nos tatames e na busca de recursos para as competições, é no dia a dia para se manter. Além de vender doces prontos para custear a sua participação em competições, ele faz trabalhos eventuais como auxiliar de montador de móveis. Quando não tem serviço, faz coxinhas e trufas e vende pela cidade.

Gustavo Henrique começou a treinar com 11 anos de idade, mas passou a levar o esporte a sério há cerca de três anos. Há um ano, treina como bolsista na Academia do Ronaldo.

Ajuda da Prefeitura ele disse ter obtido uma única vez, numa competição internacional em 2019, na qual se sagrou vice-campeão.

O jovem atleta não deixa de agradecer às pessoas que o ajudam, como o professor Ronaldo Reis e o policial militar Jarbas. 

Todo seu esforço e dedicação já trazem resultados. Neste ano, Gustavo foi campeão paulista pela Confederação Brasileira de Jiu Jitsu Esportivo (CBJJE) e vice-campeão do Abu Dhabi Jiu Jitsu Pro, disputado no Rio de Janeiro.

Roberto Coutinho, uma das muitas pessoas que ajudou o atleta e entrou em contato com o Radar Litoral, disse que foi rapidamente ao supermercado, “quando encontrei esse menino na porta. Prometi que voltaria. Tirei uma foto dele e pedi seu contato. Aqueles chocolates derreteriam sob o sol. A gente tem que tentar fazer algo pelo outro. Esse é o sentido da vida… Então passei a informação adiante e espero de coração que ele consiga realizar tudo o que almeja”.

Quem puder ajudá-lo de alguma forma pode entrar em contato pelo telefone (12) 98135-7790.

Por Radar Litoral