Por 6 votos a 3 vereadores de Queluz aprovam contas de 2017 rejeitas pelo TCSP

Vereadores que votaram contra o TCSP

Em sessão extraordinária realizada hoje (02) na Câmara de Queluz, seis dos nove vereadores votaram contra o apontamento do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo que rejeitou as contas de 2017 do prefeito Laurindo Garcez.

Em seu apontamento o TCSP destacou o elevado nível de gasto com pessoal, acima do nível permitido por lei, salas de aula superlotadas, não ampliou vagas em creche, ausência de vagas no ensino integral, gastou todo o dinheiro do Fundeb com funcionalismo público e não investiu na educação.

Vendeu imóvel público e não investiu o dinheiro arrecadado com a venda, repassou 70% do dinheiro da saúde com para a Associação Brasileira de Beneficência Comunitária (ABBC) e por este motivo o Tribunal de Contas do Estado desmembrou este auto para investigar possível desvirtuamento do contrato de gestão com essa empresa.

Laurindo não investiu na saúde bucal e comparado a outros municípios do vale histórico foi o que menos investiu por ambiente, R$570.34 enquanto os outros municípios na média investiram R$545.46.

O prefeito nomeou 19 comissionados sem o poder de chefia ou direção, então contratados ilegalmente, não respeitando o limite de despesas com pessoal.

Mesmo com todos esses apontamentos os vereadores: Carlos Gonçalves Soares (PSDB), Cláudio Márcio Bonfim (PSDB), José Antônio Faria França (PSD), Matheus José Lopes de Carvalho (PSDB), Paula Elias da Silva (PSD) e Paulo Sérgio Teixeira (PROS) votaram a favor do prefeito Laurindo Garcez.

Os vereadores: Diego José Silva Ribeiro (REPUBLICANO), Carla Janaina Cendretti (PL) e Marcio José da Silva (PL) foram firmes em suas decisões que o parecer do TC-SP fosse cumprido conforme a Lei.

O prefeito Laurindo Garcez compareceu na sessão para dar seu parecer sobre a decisão do TCSP, que segundo informações que nossa reportagem apurou alega que os apontamentos não são verídicos.

Mas mesmo Laurindo achando que não é verídico o TC-SP achou falhas e falta de clareza nas contas de 2017.

Populares que estavam esperando para assistirem presencialmente a sessão foram proibidos, já que o presidente da Casa de Leis, apresentou um documento que proibia a presença de pessoas nas dependências da Câmara por causa do Covid-19, esquecendo que a nova Lei dá acesso de 100% as pessoas aos prédios públicos cumprindo os protocolos de saúde.

A reportagem foi informada que a oposição a administração já procurou seus advogados para que uma ação seja encaminhada ao MP anulando a sessão extraordinária.

Por Sebastião Ferraz | A Gazeta