47 peças são furtadas de túmulos do cemitério de Muzambinho

De acordo com o diretor do cemitério, no total foram 47 peças levadas do local, sendo 20 de bronze. Furtos aconteceram durante esta semana.

O Cemitério Municipal de Muzambinho teve 47 peças furtadas durante esta semana. Do total de peças furtadas, 20 era de bronze. De acordo com a direção do cemitério, os furtos ocorreram na madrugada de terça (19) e quinta-feira (21).

O diretor do cemitério, Paulo Cézar de Oliveira, que também é coveiro, revelou que uma das peças levadas foi uma estátua de Nossa Senhora, com um metro de altura.

“A gente chegou aqui na terça-feira e deu falta de umas imagens. Entraram pelos fundos. Fomos olhar os túmulos e estavam faltando muitas imagens. Inclusive uma de Nossa Senhora com uma metro de altura foi levada também”, disse.

O profissional destacou que furtos deste tipo, de peças grandes, nunca ocorreram no local até esta semana. Ele salientou, ainda, que é preciso construir um muro e instalar câmeras no local.

“Peças pequenas como placas, puxador, pequenas partes [já haviam sido furtadas]. Agora levaram peças muito grandes e muito caras, que tem muito valor é a primeira vez. Estamos precisando urgente da construção de um muro e câmeras, porque mesmo com muro eles [criminosos] pulam, mas com câmera dá para ver quem está fazendo isso”, falou.

O diretor revela que outras peças chegaram a ser retiradas dos túmulos, mas não foram levadas pelos criminosos. Ele também destaca o valor sentimental das peças para as famílias.

“É muito triste, porque a maioria das coisas são antigas. De 50 anos para trás, então mexe com a família. É símbolo que eles têm no jazido da família, então deixa um ar muito triste por serem peças antigas”.

O crime praticado pelos suspeitos pode ser configurado como furto qualificado, que prevê pena de reclusão de 2 a 8 anos, além de multa.

A Polícia Militar disse que os suspeitos podem estar envolvidos em furtos na cidade de Monsenhor Paulo e Elói Mendes, além de outros municípios da região.

A Polícia Civil investiga o caso. Até esta publicação, nenhum suspeito havia sido preso.