Mineiro emplaca parcelamento de R$ 9 milhões de FGTS e aguarda CND para novos investimentos em Cachoeira Paulista, SP

Pagamento de dívidas passadas está entre as ações para restaurar a credibilidade do Município com investidores e população

Prefeito Mineiro, que aguarda a liberação da CND para Cachoeira Paulista; foco em convênios e emendas (Foto: Arquivo Atos)

Um ano depois de assumir a Prefeitura com a herança de aproximadamente R$ 93 milhões em dívidas, o prefeito de Cachoeira Paulista, Antonio Carlos Mineiro (MDB), espera por um novo cenário em 2022. Com o parcelamento dos débitos do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço), a CND (Certidão Negativa de Débitos) deve chegar nos próximos dias.

O principal documento para firmar convênios com os governos Estadual e Federal, além do recebimento de emendas parlamentares, deve ser um marco para a atual gestão, que busca uma reorganização administrativa na cidade, que chegou a ser declarada como calamidade financeira, em fevereiro de 2021.

De acordo com Mineiro, apenas de FTGS, a dívida gerava em torno de R$ 9 milhões com a ausência de pagamento de férias dos servidores municipais e demais direitos. Além da dívida, a dificuldade em parcelar o pagamento foi o principal obstáculo: a falta de credibilidade do Município.

Com os devidos e atuais recolhimentos em dia, a Caixa Econômica Federal liberou o parcelamento nas condições de uma entrada de 10%, ou seja, R$ 904 mil, e 53 vezes de R$ 156 mil para reconquistar a CND. “Isso é fazer o dever de casa e ir conquistando de novo a confiança, principalmente dos credores, porque a Caixa já tinha taxado o município como um ‘devedor contumaz’. Não tínhamos mais direito ao parcelamento”, salientou Mineiro.

O chefe do Executivo explicou que o contrato com a agência bancária já foi assinado e que estava apenas aguardando a emissão da guia para o pagamento. “Saindo a guia, vai ser pago e já pego a CND. Nos próximos dias já vamos ter a CND liberada, se Deus quiser”.

Com a chegada da documentação, projetos como da implantação do Corpo dos Bombeiros e convênios para recuperação de estradas vicinais serão priorizados.

Por Rafaela Lourenço | Jornal Atos