‘Fui espancada por mais de uma hora e achei que não ia sobreviver’, diz professora de Taubaté vítima de violência doméstica; homem é procurado

Vítima foi agredida por cerca de uma hora por homem em estrada e teve de pular de carro em movimento para fugir das agressões. Ela tinha medida protetiva contra ele.

Vítima foi agredida por cerca de uma hora por companheiro em Taubaté — Foto: Arquivo Pessoal
Foto: Arquivo Pessoal

“Fui espancada por mais de uma hora e achei que não ia sobreviver. Ele usou pedaço de pau, chave de fenda e até uma caneta para furar o meu braço para tentar me matar. Não sei como saí viva”.

O relato é de uma professora de 36 anos, que foi agredida com socos, chutes e pauladas pelo companheiro em Taubaté (SP). O homem fugiu e é procurado pela Polícia Civil.

As agressões aconteceram no último domingo (31) quando os dois voltavam de um pesqueiro.

A vítima conta que os dois tinham um relacionamento há um ano e moravam juntos, mas que depois de uma briga em que ele furou os pneus da moto dela, pediu que ele fosse embora e registrou as ameaças na Polícia Civil, que expediu uma medida protetiva.

Apesar disso, eles seguiram morando na mesma casa, já que ele é do Espírito Santo e não tinha parentes no Vale. No fim de semana, ela ia sair com amigos, quando ele decidiu que iria com ela. No retorno para casa, ele começou com as agressões.

“Eu estava dirigindo e ele abaixou o banco, achei que fosse dormir quando ele voltou com uma chave de fenda na mão e disse que me mataria. Estávamos em uma estrada vazia e tentei sair do carro, mas ele foi atrás de mim e começou uma sessão de tortura”, conta.

A vítima ficou com vários hematomas e cortes pelo corpo depois de ser agredida por cerca de uma hora com um pedaço de pau, chutes, socos. E ainda teve cortes pelo corpo por ser perfurada com uma caneta. A agressão levou mais de uma hora, até que ele a colocasse no carro e seguisse até em casa.

“Eu parei alguns carros pedindo por ajuda, mas ele dizia que eu estava bêbada e as pessoas iam embora. Quando ele decidiu parar e eu já não tinha mais forças para reagir, disse que me levaria para casa para terminar lá de me matar. No meio do caminho vi uma casa de festas onde estava acontecendo um evento e pulei do carro e invadi o local, foi quando me ajudaram e ele fugiu”, conta.

No local, a polícia e os bombeiros foram acionados. Ela foi socorrida para o hospital e chegou a ficar internada. O caso foi registrado como descumprimento de medida protetiva e lesão corporal. Por causa do descumprimento, cabe prisão ao homem de 39 anos.

Vítima foi agredida por companheiro em Taubaté — Foto: Arquivo Pessoal
Foto: Arquivo Pessoal

Em nota, a polícia informou que segue em diligência para a prisão do homem, que até esta quinta-feira (4) não havia sido localizado.

“Em um ano, ele nunca havia dado qualquer sinal de violência. Essa foi a primeira vez que ele me agrediu e quase foi fatal. Quero que ele seja preso e responda pelo que fez para que outras não sejam vítimas”.

Por g1