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Pesquisas apostam em tratamentos menos invasivos contra o câncer

Novas abordagens oferecem esperança e qualidade de vida 

Dr. José Márcio de Barros Figueiredo, oncologista do Instituto do Câncer Brasil

O câncer é considerado a segunda doença que mais leva pessoas a óbito no mundo. Segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA), são esperados 704 mil novos casos no Brasil até 2025. Números preocupantes que tendem a aumentar cada vez mais, se a conscientização não for um fator primordial na vida da população associada ao diagnóstico precoce.

Apesar de ser uma doença complexa, a comunidade médica tem desenvolvido estratégias eficazes para o combate e mostrado avanços significativos nas últimas décadas, o que abre portas e novas perspectivas para tratamentos cada vez mais inovadores e tecnológicos.

“Existem mais de 100 tipos de câncer, prevalecendo como o mais incidente em mulheres o de mama e em homens o de próstata, levando sempre em consideração a região em que as pessoas residem”, explica o Dr. José Márcio de Barros Figueiredo, oncologista do Instituto do Câncer Brasil.

Uma opção é o monitoramento genético.  O Instituto do Câncer Brasil, empresa especializada no atendimento e tratamento de oncologia, conta com exames oncogenéticos para avaliação de propensão de mutação celular para cânceres, por exemplo. Combinando esses exames a medidas preventivas personalizadas ao quadro da paciente, é possível ter diagnósticos prévios e tratamentos mais eficientes e menos invasivos.

Tratamentos visam bem-estar de cada paciente

            O momento do diagnóstico traz consigo uma mudança na vida de cada paciente e sua família, com o início dos tratamentos, novos hábitos se incorporam e consequentemente diferentes desafios diários.

      Em 2023 o Instituto do Câncer Brasil tomou a frente de uma pesquisa desenvolvida na unidade de Taubaté-SP.  Com o patrocínio da AstraZeneca, pacientes diagnosticados com câncer de pulmão, que preencheram alguns requisitos, tiveram acesso a imunoterapia, um tratamento ainda não disponível pelo SUS, inovador e menos invasivo.

 “O ideal é que o paciente tenha um tipo de tratamento individualizado, pois toda história importa e cada paciente merece os melhores cuidados durante todo o processo de busca pela cura”, enfatiza o Dr. José Márcio de Barros Figueiredo.

Conheça os principais tratamentos que podem ser indicados após o diagnóstico do câncer.

Terapias Alvo: Miram diretamente nas células cancerígenas, minimizando danos às células saudáveis. Essas terapias, muitas vezes, resultam em menos efeitos colaterais e maior eficácia.

Quimioterapia ou Radioterapia: Embora métodos mais modernos estejam em destaque, a quimioterapia e a radioterapia continuam sendo pilares importantes no tratamento do câncer. Avanços na administração dessas terapias visam reduzir impactos negativos na vida do paciente.

Imunoterapia: Uma abordagem inovadora e muito promissora, que estimula o sistema imunológico a reconhecer e destruir as células cancerígenas, além disso, os efeitos colaterais são mais brandos. 

Cuidados Paliativos: Além dos esforços para cura, também existe uma ênfase crescente nos cuidados paliativos. Proporcionar suporte físico e emocional aos pacientes melhora a qualidade de vida, independentemente do desfecho do tratamento.

Diagnóstico precoce –  melhor caminho para salvar vidas 

        Em média 20% da população mundial tem predisposição a desenvolver algum tipo de câncer durante a vida, porém 50% dos casos se detectados com antecedência, podem ser curados.

   Esses dados reforçam ainda mais a importância da conscientização sobre os fatores de risco e a necessidade de hábitos de vida mais saudáveis. 

Por Ioná Piva Rangel  – Conecta MKT Saúde / Assessoria de Imprensa