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Homem acusado de cometer feminicídio após briga na Vila Brasil em Cruzeiro segue preso

Foto: Redes sociais

Por Redação | Portal A Gazeta RM

Segue preso Emanuel Bulhões Fernandes, 40 anos, conhecido como ‘Forte’, acusado de matar Suely Luiza Lopes, 40 anos, na noite de segunda-feira (14) por volta das 23h15 na Vila Brasil em Cruzeiro.

O suspeito foi preso em flagrante pela PM, após o feminicídio. ‘Forte’ tinha sido libertado do sistema penitenciário há pouco menos de três meses.

Os PMs quando chegaram no local do crime avistaram um homem correndo e o detiveram, porém ele estava alterado, recusando-se a abordagem, sendo necessário o uso de força moderada e emprego de algemas para contê-lo.

No local do crime os policiais encontraram Suely caída, com sangramento excessivo na cabeça, sendo socorrida ao Hospital Santa Casa de Cruzeiro pelo Corpo de Bombeiros, e no hospital, ela não resistiu aos ferimentos e morreu.

Uma testemunha contou à polícia que estava próximo ao local do crime, uma vez que o caminhão com o qual trabalha apresentou problemas mecânicos, e enquanto tentava repará-lo presenciou um casal brigando e viu um homem agredindo uma mulher.

O suspeito, segundo a testemunha trazia a mulher com um golpe conhecido como “mata-leão”, a segurando pelo pescoço com seu braço esquerdo e com o direito segurava os braços dela.

Ele narrou ainda que estava embaixo do caminhão tentando repará-lo e ao olhar para o casal, o homem disse ao caminhoneiro que era sua mulher e que ela era usuária de drogas e a estava levando para casa.

Minutos depois, a testemunha ouviu e viu uma Van parando próximo ao local do crime e dela desceram várias pessoas. Ele se levantou e foi ver o que estava acontecendo e os passageiros o informaram de que havia uma mulher caída a beira da rodovia Avelino Júnior (SP-52).

Na sequência, o suspeito retornou ao local e arremessou diversas pedras contra o caminhoneiro e havia lhe perguntando onde a testemunha havia escondido a mulher dele, acusando-o de tê-la colocado no interior do caminhão.

A testemunha disse que chegou a pegar uma barra de ferro para se defender, visto a grande compleição física do acusado. Os passageiros que desceram da Van chegaram a intervir. Na sequência, os policiais chegaram e fizeram a prisão do companheiro de Suely.

Medida Protetiva

Suely Lopes já tinha medida protetiva contra o companheiro, solicitada através de um boletim de ocorrência que foi registrado em 13 de março de 2024.

O acusado já tinha antecedentes de embriaguez ao volante, violência doméstica, danos e ameaça. Um familiar da vítima disse que já havia alertado a vítima a respeito do perigo estando na companhia do acusado.

O caso foi registrado como feminicídio na delegacia de Cruzeiro. Emanuel passou por audiência de custódia e teve a prisão preventiva decretada, mas ele nega ter matado a ex-companheira.

tarde desta quarta-feira (15), uma nova informação mudou o rumo da investigação. Segundo a Polícia Civil, um homem se apresentou na delegacia da mulher, relatando que teria atropelado algo ontem à noite, na mesma rodovia em que a mulher foi encontrada.

O homem contou que não soube identificar o que ele atropelou, mas que, por se tratar de um lugar mais isolado, ele decidiu não parar e seguiu viagem.

Diante desta nova informação, a polícia trabalha com a hipótese de que Suely tenha morrido nesse atropelamento. O carro usado pelo motorista foi levado para perícia com vidro e para-choque quebrados – mas os exames ainda não foram realizados.

“Se de fato confirmar esse atropelamento, em que condições e em que circunstâncias se deu esse atropelamento? Ela estava fugindo de uma agressão? Essa outra pessoa empurrou ela? Se de fato for detectado que não houve feminicídio, acredito que vai ser pedido a soltura do autor. De qualquer forma, ele tinha uma medida protetiva e estava agredindo a vítima em via pública”, disse João Paulo Abreu, delegado responsável pelo caso.

O defensor público que defendeu Emanuel na audiência de custódia informou que a prisão não foi ilegal e estão presentes os requisitos da prisão preventiva.

Já o advogado de defesa do motorista que é suspeito de atropelar Suely não quis comentar o caso para não atrapalhar as investigações.