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Vice-prefeito preso em operação por corrupção em Itajubá, MG tem mandato cassado por vereadores

Por g1

O vice-prefeito de Itajubá, Nilo Baracho (MDB), teve o mandato cassado na noite desta sexta-feira (10) durante uma sessão na Câmara Municipal. O processo foi aberto dia 26 de fevereiro, depois que o político foi preso durante duas operações contra corrupção.

Baracho é suspeito de participar de um esquema de desvio de recursos do Hospital de Clínicas e superfaturamento da frota de veículos da administração municipal. Na época, ele foi exonerado do cargo de Secretário de Saúde, que também ocupava na cidade.

A proposta para a cassação do mandato do político foi feita por Andressa Daiany da Silva Arantes (em mandato coletivo pelo PT), Pedro Gama (PV) e Robson Vaz (PSDB). Todos os vereadores votaram a favor da abertura do processo.

Segundo a Câmara Municipal, a proposta recebeu 10 votos favoráveis dos 11 vereadores presentes, isto porque o presidente da Câmara só vota em caso de empate. O decreto que formaliza a cassação do mandato do político será publicado na segunda-feira (13).

O cargo de vice-prefeito ficará vago até o fim do mandato da atual gestão, uma vez que ele foi eleito em uma chapa com prefeito e vice. A defesa de Baracho informou para a reportagem que ainda não foi oficialmente comunicada sobre a decisão e irá avaliar quais medidas serão tomadas.

Prisão

O vice-prefeito de Itajubá, Nilo Baracho, foi preso durante duas operações contra corrupção deflagradas no dia 20 de fevereiro em Itajubá pelo Ministério Público, Polícia Civil e Polícia Militar. As ações investigam desvios de recursos públicos e privados do Hospital de Clínicas e o superfaturamento de serviços da frota veicular de secretarias municipais. Um empresário e outros quatro administradores do hospital também foram presos.

As operações foram nomeadas de Transfusão, comandada pelo Ministério Público e Sepulcro Caiado, comandada pela Polícia Civil. Foram expedidos 11 mandados de prisão, sendo quatro preventivas e sete temporárias, além de 25 de busca e apreensão. Os mandados foram cumpridos em Itajubá, Campos do Jordão (SP) e São José dos Campos (SP).

Foto: Ministério Público

De acordo com a Polícia Civil, além das prisões, foram apreendidos dinheiro, joias, celulares, veículos e documentos.

O que dizem os envolvidos

Por meio de nota, a prefeitura informou que “segue à disposição para colaborar com quaisquer investigações que apurem irregularidades. A prefeitura conta com a imparcialidade dos investigadores para prosseguir com o trabalho sério desenvolvido nos três últimos anos”.

Em nota divulgada nas redes sociais, o Hospital de Clínicas de Itajubá disse que o corpo clínico e os colaboradores do HCI acreditam na ação da justiça e no breve esclarecimento dos fatos. O hospital também disse que as recentes notícias não vão interferir no atendimento da unidade.

Já as defesas dos outros administradores do hospital, também investigados na operação, informaram que o processo ainda corre em segredo de Justiça, mas que, no momento oportuno, tudo será devidamente esclarecido.

O advogado Willys Vilas Boas Júnior, que defende Nilo Baracho e outros cinco investigados, informou, na data da prisão, que ainda não teve acesso aos autos do processo e, por conta disso, não pode se manifestar de maneira técnica e precisa sobre os fatos.