Secretaria de Saúde reforça inspeções domiciliares, mutirões e nebulização em meio ao clima de calor e chuvas
Por Redação | Porta A Gazeta RM
A Prefeitura de Cruzeiro, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SEMUS), deu início a uma intensificação das ações de combate ao mosquito Aedes aegypti. A medida é considerada preventiva diante do período de calor intenso e das chuvas frequentes — fatores que favorecem a proliferação do vetor e o risco de transmissão de doenças como dengue, zika e chikungunya.
Segundo a administração municipal, as equipes de controle de endemias irão atuar de forma ampliada em todos os bairros da cidade. As ações envolvem: vistorias regulares em imóveis residenciais e comerciais, identificação e eliminação de potenciais criadouros do mosquito, aplicação de larvicida em locais com água parada onde não for possível remover o líquido, e registro das inspeções para monitoramento contínuo.
Também serão priorizados locais considerados estratégicos, como borracharias, ferros-velhos, cemitérios, floriculturas, depósitos, além de imóveis especiais — escolas, hospitais e terminais de transporte — onde o acúmulo de água e circulação de pessoas representam maior risco.
A Prefeitura informou que a fiscalização de obras civis será intensificada para evitar que entulhos, materiais de construção ou estruturas inacabadas se tornem criadouros. Áreas com saneamento deficiente e acúmulo de resíduos também serão acompanhadas de perto.
Além da ação de campo, há um forte investimento em mobilização social: estão previstas campanhas educativas em escolas, empresas e associações comunitárias, distribuição de materiais informativos, palestras e mutirões de limpeza com foco na eliminação de potenciais focos do mosquito.
Quando houver confirmação de casos, ou diante de risco elevado, será aplicada a nebulização como ação de bloqueio, segundo cronograma definido pela Secretaria. O planejamento prevê ajustes conforme as condições climáticas e dados epidemiológicos.
O município já enfrenta desafios relacionados à dengue. Em 12 de março de 2025, a Prefeitura confirmou a primeira morte por dengue no ano — um homem de 41 anos, com comorbidades. No mesmo boletim, havia 6 casos positivos, 162 notificações, 152 descartados e 4 aguardando exame. As regiões mais afetadas eram as zonas leste e oeste da cidade.
Quando há suspeita ou confirmação da doença em um imóvel, os protocolos do controle de vetores exigem visitas domiciliares, eliminação de criadouros e, se necessário, aplicação de larvicida, a fim de frear a disseminação do Aedes aegypti.
Além disso, o município já havia aberto processo de contratação — por meio de pregão eletrônico — para empresas especializadas na aplicação de larvicidas e aspersão com “carro fumacê” nas zonas urbana e rural, como parte do controle de mosquitos e roedores.
A Prefeitura destaca que o combate ao mosquito depende também da colaboração da população. Moradores são orientados a eliminar água parada de recipientes como vasos, garrafas, pneus, baldes, ralos e calhas — locais ideais para reprodução do inseto. A participação ativa é fundamental para reduzir criadouros e minimizar riscos.
Com as ações combinadas — vistorias, mutirões, nebulização, fiscalização e educação —, a Prefeitura de Cruzeiro espera conter o avanço da infestação e prevenir novos casos de dengue, zika e chikungunya, buscando a proteção da saúde pública no município.

Foto: Memorias de Cruzeiro – Manoel Felipe




