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Por falta de pauta e empatia, vereadora de Cunha, SP busca visibilidade e ataca deputada eleita uma das “Mulheres do Ano de 2025”

Por Redação | Porta A Gazeta RM

Uma publicação da vereadora Eliane Nogueira, de Cunha (SP), criticando a deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP), eleita como uma das “Mulheres do Ano de 2025” pela revista Marie Claire, gerou repercussão e divisão de opiniões nas redes sociais nesta semana. A nomeação de Hilton como destaque na lista de mulheres do ano foi noticiada por veículos de imprensa e na própria publicação da revista, que apontou a atuação da parlamentar em pautas sociais e de direitos humanos.

Em sua postagem, a vereadora questionou o reconhecimento dado à deputada, sem citar diretamente motivos objetivos relacionados ao trabalho legislativo dela, e levantou críticas que receberam tanto apoio quanto reprovação por parte de internautas. A repercussão inclui comentários de moradores de Cunha que informaram à reportagem que o assunto chegou a ser levado ao conhecimento do Ministério Público por meio de mensagens marcadas nas redes sociais de Hilton.

A vereadora que no lugar de buscar recursos, verbas e emendas para seu município, posta em sua rede sociais sua indignação por tal título recebido pela deputada.

A deputada federal Erika Hilton, 32 anos, foi eleita uma das “Mulheres do Ano” de 2025 pela Marie Claire, reconhecimento que destaca mulheres com atuação em diversas áreas e que, segundo a revista, coloca “mulheres e pessoas trans no centro das discussões sobre bem-estar, cidadania, equidade e acesso”. A escolha gerou debate nas redes sociais e comentários críticos de diversos perfis, inclusive por perfis políticos de cunho conservador.

Hilton é a primeira mulher trans negra eleita para a Câmara dos Deputados, onde exerce mandato representando o estado de São Paulo desde 2023, e sua atuação inclui defesa de direitos humanos, da população LGBTQIA+ e propostas legislativas sobre condições de trabalho e igualdade social.

A repercussão do episódio em Cunha mostra um cenário político polarizado, em que personalidades públicas são frequentemente alvo de críticas ou elogios intensos nas redes sociais. Algumas pessoas apoiaram a posição da vereadora Eliane Nogueira, argumentando que críticas a homenagens devem ser permitidas em um ambiente democrático. Outras defenderam que ataques pessoais a figuras públicas, como os que circularam após a publicação, ultrapassam o debate democrático e se aproximam de discursos de hostilidade.

Até o momento, não há registros oficiais de processos legais formalizados contra a deputada Erika Hilton por parte de autoridades de Cunha relacionados ao episódio, e não houve divulgação pública de posicionamento oficial da vereadora Eliane Nogueira além da postagem original que provocou o debate.

A deputada tem enfrentado outras representações e críticas de grupos de oposição em Brasília, incluindo acusações relacionadas à contratação de assessores em seu gabinete, que ela nega, afirmando tratar-se de profissionais que exercem funções parlamentares.

O reconhecimento como uma das mulheres do ano pela revista Marie Claire tem sido tanto celebrado quanto criticado nas redes sociais, refletindo a polarização sobre sua atuação política.

Este episódio em Cunha reflete tanto o debate sobre representatividade política quanto as tensões que envolvem posicionamentos e críticas públicas entre autoridades eleitas e cidadãos nas plataformas digitais.

Bolsonarista extrema, a vereadora mostra seu rancor e ódio pelas pessoas fazendo tal ato, mas esquece que estamos sujeitos a tudo nesse mundo até termos filhos (as), netos (as), sobrinhos (as) LGBTQI+ em nossa família.

Fotos: Divulgação

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