Caso envolve ausência de procedimentos técnicos adequados e será avaliado pelas autoridades competentes
Por Redação | Porta A Gazeta RM
A morte de Jeová, de 55 anos, ocorrida após um afogamento na Cachoeira Poço Paraíso, em Passa-Quatro, passou a ser acompanhada por questionamentos relacionados ao serviço funerário responsável pelo traslado do corpo, segundo relatos de familiares. O caso, além da tragédia em si, levantou discussões sobre o cumprimento de protocolos técnicos obrigatórios em traslados de longa distância.
De acordo com informações apuradas, Jeová morreu ao tentar salvar a filha, de 13 anos, que teria se desequilibrado e caído na água. O corpo foi localizado pelo Corpo de Bombeiros cerca de 24 horas após o desaparecimento, a aproximadamente oito metros de profundidade, sendo posteriormente encaminhado para os procedimentos legais de praxe.
Após a liberação pelas autoridades, o traslado ficou sob responsabilidade da Funerária Central de Passa-Quatro, com destino ao município de Palmas de Monte Alto (BA), em um percurso estimado em cerca de 17 horas de viagem. Familiares afirmam que não teria sido realizado o procedimento de tanatopraxia, técnica indicada e amplamente adotada em traslados prolongados, especialmente em casos de afogamento e longa permanência do corpo na água. Há ainda relatos de que o transporte pode ter ocorrido sem veículo funerário refrigerado, o que também contraria recomendações técnicas do setor.
Na chegada ao destino, o corpo foi levado a uma funerária local para a realização do velório. No entanto, segundo familiares, ao ser aberto o caixão, foram constatadas condições incompatíveis com a realização da cerimônia, o que levou ao lacre imediato e ao sepultamento sem velório. Um vídeo que circula nas redes sociais registra o momento da chegada e gerou grande repercussão.
Diante da situação, familiares relataram sentimento de indignação e frustração, alegando negligência na prestação do serviço e falta de informações claras durante o processo de traslado. O episódio também gerou questionamentos sobre a fiscalização dos serviços funerários, especialmente em situações que envolvem longas distâncias e acionamento por órgãos oficiais.
A família informou que avalia medidas administrativas e judiciais cabíveis para apuração dos fatos e eventual responsabilização. Até o momento, não há confirmação oficial sobre a abertura de procedimento por parte dos órgãos fiscalizadores, mas o caso segue sendo acompanhado.
O episódio reacende o debate sobre a necessidade de rigor técnico, transparência e respeito às normas sanitárias nos serviços funerários, garantindo dignidade às famílias em momentos de luto e o cumprimento das obrigações legais por parte das empresas responsáveis.
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