Óbito ocorreu em hospital da cidade e investigação aguarda laudos do IML para esclarecimento da causa
Por Redação | Porta A Gazeta RM
A Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Guaratinguetá acompanha um caso envolvendo a morte suspeita de uma criança de 2 anos, ocorrida em um hospital do município. A ocorrência foi registrada no Plantão Policial como morte suspeita, classificada inicialmente como morte súbita sem causa aparente, e segue sob investigação, com dependência de laudos periciais para esclarecimento.
De acordo com informações apuradas junto às autoridades policiais, a DDM solicitou a coleta de material genético da criança para confronto de DNA, procedimento relacionado a um inquérito em andamento na unidade especializada. Esse inquérito apura a possibilidade de que a criança seja fruto de uma violência sexual sofrida anteriormente pela mãe, e não há, até o momento, indicação de suspeita de abuso ocorrido no ambiente hospitalar.
Segundo o boletim de ocorrência, o pedido de coleta de material biológico foi formalizado pela Delegacia da Mulher ao Plantão Policial, com o objetivo de viabilizar a comparação genética no âmbito da investigação já existente. Em apurações dessa natureza, o exame de DNA pode auxiliar na confirmação de vínculos biológicos e no esclarecimento de autoria em crimes relacionados à violência sexual, quando há indícios que justifiquem essa linha investigativa.
Paralelamente, a causa da morte da criança ainda não está definida e dependerá dos resultados do exame necroscópico e, se necessário, de exames complementares, como o toxicológico, ambos requisitados ao Instituto Médico Legal (IML) de Guaratinguetá. As autoridades ressaltam que a solicitação de DNA não antecipa conclusões sobre o óbito e não substitui os laudos médicos, fundamentais para determinar se houve doença, intoxicação, negligência ou outra causa.
O registro policial também reúne o relato do responsável legal, que informou que a criança apresentou piora progressiva do quadro clínico nos dias que antecederam a morte. Conforme descrito:
– há cerca de quatro dias, a criança apresentava dor de garganta e dificuldade para se alimentar;
– no dia anterior ao óbito, foi levada a uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) no fim da tarde, onde recebeu atendimento e teve alta no início da noite;
– na manhã do dia seguinte, acordou apática, com fraqueza e dificuldade para permanecer em pé;
– por volta do fim da manhã, familiares perceberam falta de ar e alteração na coloração da boca, que teria ficado arroxeada;
– diante do agravamento, a criança foi encaminhada ao pronto-socorro, onde permaneceu internada e morreu no período da tarde.
Em casos que envolvem crianças, o procedimento padrão das autoridades é a requisição de exames periciais completos sempre que a causa da morte não esteja claramente definida, como forma de afastar hipóteses, garantir a correta apuração dos fatos e assegurar a transparência da investigação.
A Polícia Civil informou que o caso segue em apuração, sob responsabilidade da Delegacia da Mulher e do IML, e que novas informações somente poderão ser confirmadas após a conclusão dos laudos periciais. Até o momento, não há apontamento oficial de crime relacionado diretamente à morte, nem divulgação de prazos para o encerramento das análises técnicas.
Foto: Google Maps




