Autoridade policial descarta crime após investigação detalhada da Delegacia de Investigações Gerais (DIG)
Por Redação | Porta A Gazeta RM
A Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Cruzeiro concluiu a apuração do caso envolvendo Lucas Donizetti Santana, de 43 anos, que havia sido registrado inicialmente como desaparecimento de pessoa e determinou que ele deixou o município de forma voluntária, sem indícios de crime ou violência.
O caso teve grande repercussão na região desde o início de janeiro, quando Lucas foi visto pela última vez ao sair de casa para atividades rotineiras e deixou de manter contato com familiares.
De acordo com o boletim de ocorrência, registrado por sua esposa no dia 6 de janeiro, Lucas saiu por volta das 8h da manhã do dia 5, no bairro Jardim Paraíso, em Cruzeiro, dizendo que acompanharia o filho à academia e depois participaria de uma integração em uma empresa local.
A família informou que ele enviou uma última mensagem via WhatsApp às 11h18 do mesmo dia, indicando ter feito um depósito de R$ 200, mas não atendeu mais ligações nem retornou para casa. Diante da ausência de contato, a esposa procurou a DIG para comunicar o desaparecimento e pedir apoio nas buscas.
Durante a investigação, os policiais identificaram uma movimentação bancária executada após o suposto desaparecimento em um terminal de autoatendimento de um shopping em Curitiba (PR). A partir desse registro, a equipe solicitou imagens de câmeras de segurança do local.
A análise criteriosa das imagens mostrou Lucas caminhando sozinho, realizando o saque em um caixa eletrônico de forma tranquila, sem qualquer sinal de nervosismo, coação, ameaça ou acompanhamento, o que indicou autonomia na ação. Esses elementos técnicos foram fundamentais para direcionar a investigação e descartar a hipótese de crime.
As diligências também permitiram reconstruir parte do trajeto de Lucas após deixar Cruzeiro, com passagem por São José dos Campos (SP) e posterior deslocamento até Curitiba, evidenciando que suas escolhas de viagem foram livres e voluntárias.
Com base nas informações técnicas reunidas — como registros bancários, imagens de vídeo e ausência de sinais de violência ou privação de liberdade — a DIG concluiu que o homem não estava desaparecido no sentido policial do termo, mas que havia optado por se afastar de Cruzeiro de forma voluntária. Por essa razão, a ocorrência registrada inicialmente foi descartada, e as diligências foram oficialmente encerradas.
A conclusão do inquérito é destacada pela Polícia Civil de Cruzeiro como reflexo da atuação técnica e responsável da instituição, que busca sempre a apuração precisa dos fatos e a prestação de informações confiáveis à sociedade.
O caso recebeu ampla divulgação desde a semana da ocorrência, com familiares e amigos pedindo ajuda para localizar Lucas por meio de redes sociais.
A Polícia Civil reafirma que casos de desaparecimento são tratados com prioridade, com todos os procedimentos periciais e investigativos adotados para apurar as circunstâncias antes de qualquer definição conclusiva.
Autoridades policiais recomendam que, em situações semelhantes, informações relevantes sejam repassadas diretamente à DIG de Cruzeiro ou às unidades policiais competentes, para que a investigação seja conduzida com celeridade e precisão.
Foto: Arquivo pessoal




