Vítima foi encontrada em estado de decomposição em apartamento no Centro e suspeito admitiu o crime após dias foragido
Por Redação | Porta A Gazeta RM
Um homem de 35 anos se apresentou espontaneamente à Polícia Civil de Lorena na madrugada desta terça-feira (3) e confessou ter matado a namorada por asfixia, usando um golpe conhecido popularmente como “gravata”. A vítima, Flávia de Freitas Pereira, 43 anos, foi encontrada morta em avançado estado de putrefação dentro de um apartamento no Centro da cidade no dia 22 de janeiro deste ano.
De acordo com o depoimento prestado pelo suspeito, identificado pela polícia como João Otávio de Castro Fernandes de Oliveira, ele teria mantido um relacionamento íntimo com a vítima e, após uma discussão durante a madrugada, sob efeito de álcool e drogas, aplicado o golpe de asfixia que levou Flávia a perder os sentidos até a morte.
O corpo de Flávia foi localizado por equipes policiais após denúncias de vizinhos sobre forte odor saindo do apartamento na rua Alexandre Ferreira Pedro Filho, no Centro de Lorena. Ao entrarem no imóvel, os agentes encontraram a mulher em um dos quartos, em posição de decúbito dorsal, com vestígios de decomposição e um pano envolto no pescoço, o que chamou a atenção dos peritos.
Na ocasião da descoberta, o caso foi registrado inicialmente como morte suspeita com encontro de cadáver, e a Polícia Civil começou as investigações. O proprietário do imóvel informou às equipes que a vítima havia alugado a residência juntamente com o namorado, identificado apenas como “Juliano”, mas o homem não tinha sido localizado na época.
Ao se entregar, João Otávio foi formalmente interrogado pela autoridade policial e informado sobre seus direitos constitucionais, incluindo o direito de permanecer em silêncio. A defesa do indiciado não foi localizada até o momento.
Durante o depoimento, o suspeito confirmou que viveu na casa com a vítima por cerca de dois dias antes do crime e que, após a discussão motivada pelo uso de álcool e drogas, aplicou o golpe de “gravata” até que Flávia perdesse os sentidos. A seguir, acreditando que ela estava apenas desacordada, amarrou um pano de chão no pescoço dela e deixou o local, fugindo em seguida.
O homem também admitiu que se apropriou de bens da vítima, incluindo televisão, aparelhos celulares e cartão bancário, os quais teriam sido utilizados ou trocados para a compra de entorpecentes após deixar o imóvel. Segundo seu relato, ele permaneceu em situação de rua, dormindo em locais públicos, e afirmou ter se arrependido do ocorrido.
A autoridade responsável pela investigação considerou a confissão como “detalhada e compatível com os elementos apurados no local do crime”, principalmente em relação ao pano encontrado no pescoço da vítima e à ausência de sinais de arrombamento ou luta corporal significativa além do local identificado pela perícia.
Com base na confissão e nas evidências reunidas, a Polícia Civil formalizou a investigação por homicídio qualificado, em especial sob a qualificadora de feminicídio, e comunicou a Justiça solicitando prisão temporária do indiciado para garantir a continuidade da instrução criminal.
As investigações continuam em curso para esclarecer todos os aspectos do crime, incluindo verificações periciais adicionais e apuração de possíveis circunstâncias que contribuíram para a discussão e o homicídio. A polícia também busca confirmar o destino dos objetos levados pelo suspeito após o crime.
Foto: Arquivo pessoal




