Polícia Civil mantém buscas por Berenice Ramos de Aguiar, de 60 anos, e apura novas provas apreendidas durante a Operação Último Rastro
Por Redação | Portal A Gazeta RM
O desaparecimento da cozinheira Berenice Ramos de Aguiar, de 60 anos, passou a ser tratado pela Polícia Civil como um caso de possível homicídio. Enquanto as equipes seguem em busca da vítima, a principal suspeita, uma empresária que era patroa de Berenice, permanece presa temporariamente por determinação da Justiça.
A prisão foi realizada na sexta-feira (11) durante a Operação Último Rastro, coordenada pela Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de São Sebastião, no Litoral Norte de São Paulo. A operação também cumpriu mandados de busca e apreensão em imóveis localizados em Ubatuba.
Desaparecimento foi registrado no fim de junho
Segundo a Polícia Civil, Berenice desapareceu no dia 30 de junho. Inicialmente, o caso foi registrado como desaparecimento de pessoa, mas o avanço das investigações levou os policiais a considerar a hipótese de homicídio.
Até o momento, o corpo da cozinheira não foi localizado.
As equipes continuam realizando diligências em áreas de mata e em locais relacionados aos últimos deslocamentos conhecidos da vítima. O objetivo é reconstruir seu trajeto e esclarecer o que ocorreu antes do desaparecimento.
Operação apreendeu veículos, armas e celulares
Durante o cumprimento dos mandados judiciais, os policiais apreenderam:
– dois veículos;
– três armas de fogo;
– aparelhos celulares;
– um passaporte;
– dinheiro em espécie;
– outros objetos considerados relevantes para a investigação.
Todo o material será submetido à perícia.
Segundo a Polícia Civil, os automóveis passarão por exames para verificar se foram utilizados no último deslocamento de Berenice.
Já os aparelhos celulares serão analisados para identificar mensagens, registros de chamadas, dados de geolocalização, conversas em aplicativos e outras informações que possam contribuir para o esclarecimento do caso.
As armas apreendidas também serão periciadas. Até o momento, porém, não há confirmação de que tenham ligação direta com o desaparecimento da cozinheira.
Celular descartado em área de mata amplia investigação
Outro fato que passou a integrar a investigação ocorreu durante o cumprimento dos mandados de busca.
De acordo com a Polícia Civil, um aparelho celular teria sido descartado em uma área de mata. Embora o equipamento ainda não tenha sido localizado, a circunstância levou um homem a ser investigado por possível participação nos fatos.
Os investigadores procuram esclarecer a quem pertencia o telefone e se houve tentativa de ocultação de provas.
Prisão é temporária
A Polícia Civil ressaltou que a prisão da empresária tem caráter temporário, medida prevista na legislação para garantir o andamento das investigações quando há necessidade de preservar provas ou evitar interferências na apuração.
A prisão não representa condenação, e o caso seguirá sendo analisado durante o inquérito policial.
Investigações continuam
Sem a localização da vítima, a Polícia Civil aguarda os resultados das perícias técnicas, da análise dos equipamentos eletrônicos, das imagens de câmeras de monitoramento e dos depoimentos de testemunhas para esclarecer as circunstâncias do desaparecimento.
As diligências permanecem em andamento e novas medidas poderão ser adotadas conforme o avanço da investigação.
A Polícia Civil solicita que qualquer informação que possa contribuir para o caso seja comunicada de forma anônima por meio do Disque-Denúncia 181. O sigilo do denunciante é garantido.
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