Luan Azevedo Lima foi preso temporariamente após investigação apontar envolvimento na morte de Kauã Vinícius Silva Pereira, de 16 anos, no bairro Galo Branco
Por Redação | Portal A Gazeta RM
Luan Azevedo Lima, de 18 anos, foi preso nesta sexta-feira (11), em São José dos Campos (SP), após se apresentar à Polícia Civil e confessar, segundo os investigadores, a autoria dos disparos que mataram o adolescente Kauã Vinícius Silva Pereira, de 16 anos. O crime aconteceu na madrugada de 29 de agosto, no bairro Galo Branco, na região leste da cidade.
De acordo com a Polícia Civil, Luan era procurado desde o início das investigações. Havia informações de que ele poderia estar em Itajubá (MG). Após diligências realizadas pelos investigadores, a defesa do suspeito entrou em contato com a polícia e informou que ele se apresentaria.
O jovem compareceu à unidade policial na manhã desta sexta-feira e, durante o depoimento, teria confessado a autoria dos disparos. Segundo a versão apresentada por ele, o crime teria sido cometido porque estaria sendo ameaçado pela vítima.
A alegação apresentada pelo investigado será analisada no decorrer da investigação e, por si só, não estabelece a motivação definitiva do homicídio.
O homicídio ocorreu por volta das 4h45 do dia 29 de agosto, na Rua Manoel Meneses Leal, em frente ao Conjunto Residencial Galo Branco.
Kauã foi encontrado caído na via pública com ferimentos provocados por disparos de arma de fogo na região da cabeça e do pescoço.
A Polícia Militar foi acionada pelo Centro de Operações da Polícia Militar (Copom) após moradores relatarem ter ouvido tiros.
Quando as equipes chegaram ao endereço, profissionais do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e agentes da Guarda Civil Municipal (GCM) já estavam no local. A equipe médica constatou a morte do adolescente.
O local foi preservado para a realização da perícia, que recolheu elementos que poderão auxiliar na reconstrução da dinâmica do crime.
Segundo os primeiros relatos registrados pela polícia, um Volkswagen Gol de cor prata teria passado pela região pouco antes dos disparos.
Testemunhas relataram aos policiais que ocupantes do veículo teriam efetuado os disparos contra Kauã e fugido logo depois.
Inicialmente, a ocorrência foi registrada como homicídio consumado de autoria desconhecida. Com o avanço das diligências, os investigadores reuniram elementos que levaram à identificação de Luan como um dos possíveis envolvidos.
A Polícia Civil ainda apura a participação de uma segunda pessoa no crime.
A prisão de Luan é temporária, pelo prazo de 30 dias, e foi decretada pela Justiça após representação da Delegacia de Homicídios, com manifestação favorável do Ministério Público.
O investigado deverá ser encaminhado para uma unidade prisional em Caçapava (SP).
Segundo as informações apresentadas pela Polícia Civil, a medida cautelar foi solicitada diante dos elementos reunidos durante a investigação e da necessidade de continuidade das diligências.
A decisão judicial também menciona informações de que pessoas poderiam estar sendo ameaçadas durante o andamento da apuração.
Ainda segundo a Polícia Civil, Luan já havia sido apreendido anteriormente em uma ocorrência envolvendo disparos de arma de fogo contra uma companhia da Polícia Militar, no bairro Jardim Diamante, em São José dos Campos.
Na ocasião, ele ainda era adolescente e respondeu ao caso por meio de medida socioeducativa, conforme os procedimentos previstos para atos infracionais praticados por menores de 18 anos.
Luan completou 18 anos no início deste ano.
Apesar da confissão atribuída ao investigado, a Delegacia de Homicídios mantém as diligências para esclarecer completamente as circunstâncias do assassinato.
Entre os objetivos da investigação estão a localização da arma utilizada no crime, a confirmação da dinâmica dos disparos e o esclarecimento sobre a eventual participação de um segundo suspeito.
A motivação apresentada por Luan também será confrontada com os demais elementos reunidos no inquérito.
O caso permanece sob investigação da Polícia Civil de São José dos Campos.
Luan Azevedo Lima é investigado no caso e, embora tenha confessado os disparos segundo a Polícia Civil, a responsabilidade criminal definitiva dependerá do devido processo legal e de decisão judicial.
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