Ocorrência foi registrada na Delegacia de Polícia; mãe afirma que câmeras de segurança podem ter registrado a discussão e pede apuração dos fatos
Por Redação | Portal A Gazeta RM
Um jovem de 20 anos relatou ter sido agredido durante um desentendimento com um funcionário responsável pela fiscalização do estacionamento rotativo municipal de Guaratinguetá. O caso teria ocorrido na manhã de segunda-feira (21), nas proximidades da Rua Santo Antônio, na região da Igreja Matriz de Santo Antônio.
A ocorrência foi registrada no Plantão da Delegacia de Polícia de Guaratinguetá pela mãe do jovem, identificada pelas iniciais R.C.S.F. No registro policial, o rapaz é identificado pelas iniciais A.S.J.F., de 20 anos.
Segundo o relato apresentado à polícia, o jovem estava acompanhado da mãe quando houve um desentendimento com um funcionário da fiscalização do estacionamento rotativo, identificado apenas pelo prenome Mateus.
Discussão teria começado durante fiscalização
Conforme consta no registro da ocorrência, a mãe do jovem estaria realizando o pagamento referente ao estacionamento pelo aplicativo quando o funcionário teria iniciado uma autuação.
O jovem teria questionado o fiscal sobre a medida. Ainda segundo a versão apresentada à autoridade policial, durante a discussão o funcionário teria se exaltado e iniciado uma agressão física, atingindo principalmente a região da cabeça do rapaz.
O jovem declarou que tentou se defender e conter o funcionário, afirmando que não tinha intenção de agredi-lo e que buscou apenas interromper as agressões.
Ainda segundo o relato registrado, a situação teria sido encerrada depois que a mãe do rapaz interveio e separou os envolvidos.
O jovem informou à polícia que ficou com uma lesão aparente na região da cabeça. Também relatou que pessoas que estavam nas proximidades teriam presenciado o episódio.
Mãe relata versão nas redes sociais
Após o episódio, a mãe do jovem publicou um vídeo nas redes sociais relatando sua versão sobre o ocorrido.
Na gravação, ela afirma que havia estacionado o veículo de uma filha nas proximidades da igreja para realizar cópias de documentos. Segundo seu relato, ela teria informado ao funcionário que estava realizando o pagamento do estacionamento pelo aplicativo.
A mulher afirma ainda que, alguns minutos depois, o fiscal teria retornado ao veículo e começado novamente a registrar a placa. Nesse momento, segundo ela, o filho teria se aproximado para explicar que o pagamento já havia sido realizado.
De acordo com a versão apresentada no vídeo, o funcionário teria iniciado uma discussão com o jovem e dado um empurrão antes que os dois entrassem em confronto físico.
A mãe também afirma que o filho é autista e sustenta que ele não teria iniciado a agressão.
Imagens de câmeras podem auxiliar na apuração
Um dos principais pontos mencionados tanto no registro da ocorrência quanto no relato divulgado pela mãe é a existência de possíveis imagens de câmeras de segurança instaladas em estabelecimentos comerciais próximos ao local.
Segundo a mulher, uma loja localizada nas proximidades teria imagens que registraram o momento da discussão. Ela afirma que as imagens foram mostradas à filha, mas que o estabelecimento somente poderia fornecer oficialmente o material às autoridades mediante solicitação judicial.
As imagens, caso sejam obtidas pelas autoridades, poderão contribuir para esclarecer a dinâmica do episódio e verificar as versões apresentadas pelos envolvidos.
Até o momento, não há confirmação pública sobre o conteúdo integral dessas gravações.
Polícia deverá apurar as circunstâncias
O registro policial foi realizado para que os fatos sejam investigados e para que sejam adotadas as providências necessárias à identificação completa do funcionário citado, além da eventual obtenção das imagens de monitoramento e da localização de testemunhas.
A ocorrência ainda deverá ser analisada pelas autoridades competentes, que poderão ouvir os envolvidos e outras pessoas que tenham presenciado o episódio.
O jovem também teria sido encaminhado para a realização de exame de corpo de delito. Segundo o relato da mãe, o exame não pôde ser realizado inicialmente porque o local estava fechado, sendo realizado na terça-feira (22)
Empresa poderá ser acionada, segundo a família
No vídeo publicado nas redes sociais, a mãe afirma que pretende buscar medidas judiciais em relação ao episódio e que considera responsabilizar também a empresa responsável pelo estacionamento rotativo.
Essa eventual responsabilização, entretanto, dependerá da apuração dos fatos e das medidas que vierem a ser adotadas pelas autoridades e pela Justiça.
Até o momento, as informações disponíveis correspondem ao relato apresentado pela família à polícia e às declarações feitas pela mãe nas redes sociais. A dinâmica da ocorrência, a responsabilidade individual de cada envolvido e eventual responsabilidade de terceiros ainda dependem de investigação.
O Portal A Gazeta RM não localizou, até o momento, manifestação oficial do funcionário citado ou da empresa responsável pelo estacionamento rotativo sobre o caso. O espaço permanece aberto para esclarecimentos e manifestação dos envolvidos.
O prefeito Júnior Filippo declarou em resposta ao Vale Direito News disse que nenhuma agressão ou falta de respeito se justifica, e que não para isso que existe o estacionamento rotativo. Ainda no texto o prefeito alega que o estacionamento é fruto de uma Lei Municipal e que foi criado para organizar as vagas de veículos, principalmente na área central. Para finalizar o prefeito diz que vai cobrar a devida apuração e responsabilidade, se caso dor o caso e lamentou o ocorrido.
Fotos: Reprodução





