Segundo a investigação, discussão relacionada ao TikTok teria antecedido o crime; suspeito, de 49 anos, já havia sido condenado por homicídio e cumpriu pena até 2019, conforme informações do processo anterior
Por Redação | Portal A Gazeta RM
Tatimara Pereira da Silva, de 33 anos, foi morta a facadas na segunda-feira (12), em São José dos Campos, no Vale do Paraíba. O companheiro dela, José Menegildo Gomes, de 49 anos, foi preso em flagrante, suspeito de cometer o crime. O caso foi registrado como feminicídio e violência doméstica e está sob investigação da Polícia Civil.
De acordo com as informações policiais, uma discussão entre o casal teria antecedido o assassinato. A desavença estaria relacionada ao uso de uma rede social, o TikTok. A motivação apontada integra os relatos colhidos durante o atendimento da ocorrência e ainda deverá ser analisada no decorrer da investigação.
A Polícia Civil solicitou à Justiça a conversão da prisão em flagrante em prisão preventiva. Conforme as informações disponíveis sobre o caso, havia expectativa de que o suspeito passasse por audiência de custódia nesta terça-feira (13).
A Polícia Militar foi acionada após receber informações sobre uma discussão entre o casal e relatos de que uma mulher estaria pedindo socorro.
Ao chegar ao endereço, na Zona Leste de São José dos Campos, os policiais encontraram Tatimara caída no chão, com ferimentos provocados por arma branca e sangramento.
Uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi chamada para prestar atendimento. No entanto, o médico constatou a morte da mulher no local.
José não estava na residência quando os policiais chegaram. Segundo o registro da ocorrência, ele foi localizado entre 10 e 15 minutos depois, em uma praça próxima, a poucos quarteirões do imóvel.
Os policiais relataram que o homem estava sem camisa, apresentava sinais de nervosismo e tinha vestígios de sangue nas mãos. Ele foi detido e encaminhado às autoridades policiais.
Segundo a Polícia Militar, após ser localizado, José teria afirmado espontaneamente que discutiu com a companheira e a atingiu com uma faca. De acordo com o relato atribuído a ele pelos policiais, foram desferidos dois ou três golpes, e a discussão teria ocorrido por causa do TikTok.
Durante o interrogatório formal, porém, o suspeito optou por permanecer em silêncio.
Uma faca com cabo de madeira foi apreendida e deverá integrar os elementos analisados na investigação. A apuração também deverá esclarecer a dinâmica do crime e reunir os depoimentos e demais provas pertinentes.
Uma vizinha ouvida pela polícia contou que escutou pedidos de ajuda e encontrou Tatimara ferida. Segundo o depoimento, ela conhecia a vítima havia aproximadamente um ano e quatro meses.
A testemunha relatou ainda que Tatimara havia voltado a morar no endereço recentemente e que estava vivendo com José havia cerca de uma semana antes do crime.
As informações fazem parte dos relatos reunidos pelas autoridades e deverão ser confrontadas com os demais elementos da investigação.
José Menegildo Gomes também possui histórico de condenação criminal por outro homicídio. Conforme informações referentes ao processo anterior, ele foi condenado pelo Tribunal do Júri a 14 anos de prisão por homicídio qualificado, em um caso relacionado a uma investigação de 2005.
O documento consultado no âmbito desse processo informa que a execução da pena foi encerrada em 2019.
A condenação anterior é um dado relacionado ao histórico judicial do investigado, mas não substitui a análise das provas referentes ao caso atual, que deverá seguir os procedimentos legais.
A Polícia Civil investiga a morte de Tatimara como feminicídio e violência doméstica. A autoridade policial solicitou a conversão da prisão em flagrante em preventiva, medida que depende de decisão judicial.
A audiência de custódia é o procedimento em que a Justiça avalia, entre outros aspectos, a legalidade da prisão e a necessidade de manutenção da custódia cautelar. A confirmação de seu resultado depende de informação oficial do Judiciário.
O caso deverá avançar com a análise dos elementos reunidos no local, dos depoimentos e do material apreendido.
A responsabilização criminal pelo assassinato dependerá do andamento do processo e da apreciação das provas pela Justiça.

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