Andreia Rodrigues Moreira estava entre os ocupantes do veículo de tração animal, atingido na região do bairro Quilombo; outras quatro pessoas ficaram feridas. Polícia Civil investiga as circunstâncias do acidente.
Por Redação | Portal A Gazeta RM
Uma mulher de 51 anos morreu e outras quatro pessoas ficaram feridas após um automóvel Chevrolet Celta atingir a traseira de uma carroça na noite deste domingo (25), na Rodovia Cristiano Alves da Rosa (SP-183), em Cachoeira Paulista, no Vale do Paraíba. O acidente aconteceu por volta das 18h49, na altura do km 7,3, nas proximidades do bairro Quilombo, no sentido Cruzeiro.
A vítima foi identificada como Andreia Rodrigues Moreira. Ela estava na carroça, puxada por dois animais, junto com outras quatro pessoas quando ocorreu a colisão.
Segundo informações divulgadas pela imprensa regional com base no boletim de ocorrência, o impacto provocou danos no automóvel e na estrutura da carroça. Os animais que faziam a tração não apresentavam ferimentos aparentes no momento do atendimento.
Após a colisão, a motorista do Celta parou o veículo e desceu para prestar assistência às vítimas. Técnica de enfermagem, ela acionou as equipes de emergência e iniciou manobras de reanimação cardiopulmonar em Andreia, que estava caída na pista.
A mulher recebeu atendimento das equipes de resgate e foi encaminhada a uma unidade hospitalar em Cruzeiro. Apesar dos esforços, não resistiu aos ferimentos e morreu.
As outras quatro pessoas que estavam na carroça também precisaram de atendimento médico. Conforme as informações divulgadas, o condutor do veículo de tração animal, de 31 anos, foi levado para atendimento hospitalar em Piquete e recebeu alta ainda naquela noite. Os demais ocupantes foram encaminhados ao Hospital Regional de Cruzeiro.
Entre os feridos estava um adolescente de 14 anos, segundo informações publicadas pela imprensa regional.
A Polícia Militar Rodoviária atendeu à ocorrência, e a Polícia Técnico-Científica realizou os trabalhos periciais no local para auxiliar na apuração da dinâmica do acidente.
Tanto a motorista do automóvel quanto o condutor da carroça foram submetidos ao teste do etilômetro, conhecido como bafômetro. Os resultados foram negativos para o consumo de álcool.
Os relatos dos envolvidos, no entanto, apresentaram diferenças quanto às condições de visibilidade e à sinalização da carroça no momento da colisão.
De acordo com as informações divulgadas, a motorista afirmou que o trecho estava escuro e que não conseguiu visualizar a carroça a tempo de evitar o impacto. Já o condutor da carroça declarou que tentava aproximar o veículo do acostamento quando percebeu a chegada do automóvel e afirmou que havia elementos refletivos na estrutura.
A Polícia Rodoviária apontou que a sinalização da carroça não estava visível durante o atendimento à ocorrência. As circunstâncias relatadas ainda deverão ser analisadas no decorrer da investigação.
A ocorrência foi registrada no Plantão Policial de Lorena como homicídio culposo na direção de veículo automotor e lesão corporal culposa na direção de veículo automotor.
Conforme as informações divulgadas, a autoridade policial não determinou a prisão em flagrante da motorista, considerando que ela permaneceu no local, acionou o socorro e prestou assistência à vítima. O Código de Trânsito Brasileiro prevê consequências jurídicas específicas para o condutor que presta pronto e integral socorro à vítima de acidente, observadas as condições legais aplicáveis.
A ausência de prisão em flagrante não significa, por si só, que a investigação tenha sido encerrada ou que eventuais responsabilidades tenham sido definidas.
A investigação ficará sob responsabilidade da Delegacia de Polícia de Cachoeira Paulista. Os investigadores deverão analisar os depoimentos, os registros da ocorrência e os laudos periciais para esclarecer como aconteceu a colisão e verificar as circunstâncias que contribuíram para o acidente.
Até a divulgação das informações consultadas, não havia conclusão oficial sobre a responsabilidade pela batida.
O caso reforça a importância da visibilidade e da sinalização adequada nas rodovias, especialmente em trechos com pouca iluminação e onde há circulação de veículos de tração animal. A definição das causas do acidente, contudo, dependerá da apuração conduzida pelas autoridades competentes.
Foto: Divulgação | PMSP





