Ex-presidente foi atendido na Superintendência da PF em Brasília e estado de saúde segue sob monitoramento médico
Por Redação | Porta A Gazeta RM
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) sofreu um traumatismo craniano leve após uma queda dentro de sua cela na Superintendência da Polícia Federal (PF) em Brasília na madrugada desta terça-feira (6). A informação foi confirmada pelo médico Cláudio Birolini, responsável pelo acompanhamento clínico de Bolsonaro, em declarações à imprensa.
De acordo com relatos divulgados inicialmente pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro em redes sociais, o incidente ocorreu enquanto o ex-presidente dormia. Segundo ela, Bolsonaro teria passado mal e caído dentro da cela, batendo a cabeça em um móvel.
Birolini informou que o quadro foi classificado como traumatismo craniano leve, um tipo de lesão que geralmente não indica danos estruturais graves ao cérebro, mas que requer monitoramento contínuo e realização de exames complementares, como tomografia computadorizada, para avaliar a extensão do impacto.
A Polícia Federal, em nota, informou que Bolsonaro foi examinado por médico da corporação, que não identificou, no momento inicial, necessidade de remoção imediata a um hospital. A PF acrescentou que o exame clínico realizado no local constatou ferimentos leves e que a recomendação foi manter o ex-presidente sob observação.
Entretanto, a própria equipe médica particular e a defesa encaminharam pedido de exames complementares em unidade hospitalar, que dependem de autorização do Supremo Tribunal Federal (STF) para a transferência. Autorizações judiciais são requisitos formais para remoções de custodiados sob regime especial.
O episódio ocorre poucos dias após Bolsonaro receber alta do hospital DF Star em Brasília, onde esteve internado durante nove dias no final de dezembro de 2025 para tratamento de uma hérnia inguinal bilateral e de um quadro persistente de soluços que exigiu procedimentos médicos adicionais.
O traumatismo craniano leve, conforme especialistas, costuma ser monitorado por 24 horas ou mais, com observação de sinais clínicos e neurológicos que possam surgir após o impacto. A equipe médica também considerou a idade de 70 anos do ex-presidente um fator que justifica cautela na abordagem e na indicação de exames de imagem.
Até a publicação desta matéria, não havia confirmação oficial sobre a data ou local em que os exames complementares serão realizados. O caso segue sob acompanhamento médico e sob responsabilidade da equipe designada pela defesa de Bolsonaro e pelos profissionais de saúde da PF.
O contexto clínico do ex-presidente tem sido acompanhado de perto pela opinião pública, especialmente em função da sequência de atendimentos de saúde e internações ocorridos nos últimos meses, ligados tanto a sequelas de um atentado a faca em 2018 quanto a outras queixas clínicas recentes.
Foto: Vinícius Schmidt | Metrópoles




