Por Redação | Porta A Gazeta RM
A Câmara Municipal de Aparecida emitiu nesta terça-feira (9) uma nota de esclarecimento a respeito da repercussão de reportagem publicada pelo portal O Vale, intitulada “Quem matou Ana Júlia Jacinto Resende?” (08 de dezembro de 2025), que sugeria que um dos ocupantes do carro em que a jovem foi morta teria recebido apoio de “amigo vereador” para buscar socorro. Segundo a Câmara, essa informação não corresponde à realidade.
A nota afirma que nenhum vereador da atual legislatura manteve contato com o condutor do veículo, com vítimas ou com familiares envolvidos no caso durante os eventos narrados.
A suposta menção a um “vereador amigo” no boletim de ocorrência teria partido de informação equivocada, que acabou sendo replicada pela reportagem.
A Câmara solicitou à imprensa que publique seu posicionamento oficial, garantindo que os leitores tenham acesso à versão correta dos fatos.
Além disso, a instituição informou que vai tomar providências junto à Delegacia de Investigações Gerais de Guaratinguetá (DIG) para que o registro policial seja formalmente corrigido e retire a menção indevida aos parlamentares.
O crime ocorreu na madrugada de domingo (7), quando o veículo em que Ana Júlia estava foi atingido a tiros em Aparecida — ela, de 22 anos, morreu; duas amigas ficaram feridas.
A investigação, ainda em curso, aponta a possível existência de um quinto ocupante no carro, cuja identidade a polícia busca esclarecer.
A versão contida no boletim de ocorrência, segundo a reportagem, mencionava que o motorista teria acionado um “amigo vereador” para auxiliá-lo após o crime, detalhe que motivou a veiculação da matéria implicando membros da Câmara. Com o comunicado oficial, a Casa de Leis busca desassociar seu nome e de seus vereadores do caso.
Com a nota, a Câmara de Aparecida reforça o compromisso com a verdade e a responsabilidade institucional. Para a instituição, é fundamental que o relato público dos fatos esteja alinhado com as evidências formais e que não se propaguem imputações incorretas — principalmente em casos sensíveis como este.
A correção de informações em boletins, quando incorretas, e a divulgação de versões oficiais ajudam a preservar a credibilidade dos órgãos públicos e evitam prejuízo à imagem de pessoas ou instituições.

Foto: Divulgação | CMA




