Investigação de feminicídio mobiliza polícia após identificação preliminar sugerir se tratar de Elisete Oliveira, desaparecida desde 22 de novembro
Por Redação | Porta A Gazeta RM
O corpo de uma mulher com características compatíveis às de Elisete Oliveira, de 37 anos e desaparecida há seis dias, foi localizado na tarde de sexta-feira (28), na região da Serra da Aparecida, entre os municípios de Bocaina de Minas e Carvalhos, no Sul de Minas Gerais. A informação foi confirmada pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG).
Segundo o registro de desaparecimento feito na última segunda-feira (24), o companheiro relatou que o casal passou o dia do sumiço percorrendo várias cidades: partiram de Bocaina de Minas, passaram por Carvalhos e por Liberdade (MG), antes de retornar ao município onde residiam. Conforme o relato, ambos teriam consumido bebida alcoólica durante o deslocamento. Ao chegarem em casa por volta das 22h, o companheiro saiu por cerca de 30 minutos; ao retornar, Elisete não estava mais no local e não deixou vestígios.
Desde então, a PCMG, por meio da delegacia de Delegacia de Polícia Civil de Aiuruoca, iniciou as buscas pela mulher. Foram coletados oito depoimentos de testemunhas, além da oitiva do companheiro, de 38 anos, que negou envolvimento e disse colaborar com a investigação. Durante as diligências, os policiais apreenderam objetos pertencentes à vítima — entre eles, uma sacola de mercado com roupas e um aparelho celular.
Na tarde de sexta-feira (28), o corpo apareceu em uma área rural da Serra da Aparecida. Um adolescente que passava pelo local sentiu um forte odor, informou a mãe e a Polícia Militar foi acionada. A perícia e investigadores da PCMG foram ao local, realizaram levantamentos e coletaram vestígios para perícia. De acordo com os investigadores, uma tatuagem presente no corpo bate com a de Elisete — informação confirmada posteriormente pelo irmão da mulher. O cadáver foi removido e encaminhado para exames periciais, com o objetivo de confirmar a identidade e esclarecer as causas da morte.
A PCMG classificou o caso como feminicídio. A Justiça decretou a prisão temporária do companheiro da vítima. A corporação informou que diligências seguem em andamento, com o objetivo de cumprir a medida e aprofundar as investigações.
Até o momento, o companheiro permanece como principal suspeito e está com prisão temporária decretada. A polícia avalia o material apreendido e aguarda os resultados da perícia para confirmação oficial da identidade e da causa da morte. A PCMG não descarta outras linhas de investigação — todas hipóteses continuam abertas.
As autoridades reforçam o pedido de que qualquer informação que possa ajudar nas investigações seja encaminhada pelos canais oficiais: 190 (Polícia Militar) ou 197 (Polícia Civil).
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