Relato foi prestado à Polícia Civil horas após o crime ocorrido no Jardim Aquarius
Por Redação | Porta A Gazeta RM
O jovem de 20 anos, filho do policial civil aposentado Zueber Pasqualino Grieco, de 67 anos, prestou depoimento à Polícia Civil na tarde desta segunda-feira (26) e afirmou que o pai não tinha conhecimento de que a ex-mulher, de 47 anos, mantinha um relacionamento amoroso até a manhã do dia do homicídio registrado em um condomínio no bairro Jardim Aquarius, região oeste de São José dos Campos.
A oitiva foi realizada por volta do meio-dia, poucas horas após o crime. Questionado pelos investigadores se o pai já sabia que a mãe estava se relacionando com Wagner Eduardo dos Santos Prado, de 43 anos, a vítima, o jovem respondeu que não. Segundo ele, o pai “ficou sabendo hoje da existência” do homem.
Ainda conforme o depoimento, o jovem relatou que, desde cerca das 3h da madrugada, ouviu o homem discutir e gritar com a mãe dentro do quarto, enquanto ela chorava. Segundo ele, a situação se estendeu ao longo da madrugada, intercalando momentos de tensão com períodos de aparente tranquilidade.
O depoente também afirmou que, em determinado momento, foi enviada uma mensagem ao pai, envolvendo assuntos relacionados aos filhos e ao espaço de festas, negócio mantido pelo ex-casal. O jovem declarou acreditar que a mensagem não foi escrita pela mãe, mas sim pelo homem, utilizando o celular dela. Segundo o relato, o rapaz apresentava comportamento agressivo e ameaçava sair do local repetidamente.
Após o envio da mensagem, o pai teria ligado para a ex-mulher, mas quem atendeu foi o homem, que, de acordo com o depoimento, passou a xingá-lo e a tratá-lo de forma agressiva. Em seguida, houve um período de silêncio. Cerca de 30 minutos a uma hora depois, o policial aposentado chegou ao apartamento e pediu ao filho que chamasse a mãe.
O jovem relatou que, ao abrir a porta, a mãe tentou impedir a entrada do ex-marido, mas ele entrou no quarto afirmando que queria conversar. Ainda segundo o depoimento, o homem se levantou “querendo ir para cima” do pai. O ex-investigador teria sacado uma arma, e a vítima tentou avançar novamente, chegando a segurar o braço do autor na tentativa de tomar o armamento. Foi nesse momento que ocorreu o disparo.
Após o ocorrido, o policial aposentado teria pedido ao filho que ligasse para o 190, relatando que houve luta corporal antes do tiro. Equipes da Polícia Militar, do Corpo de Bombeiros e do Samu foram acionadas, e o óbito foi constatado no local.
O caso segue sob investigação da Polícia Civil, que apura a dinâmica dos fatos, a motivação e as circunstâncias do homicídio, com base em depoimentos, laudos periciais e demais elementos colhidos durante a apuração.
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