Skip to content

Entradas de Aparecida, SP enfrentam congestionamentos recorrentes, diz prefeito; projeto de taxa turística segue sem votação

Zé Louquinho aponta problemas no trânsito e defende mudanças no sistema do Santuário Nacional e na arrecadação municipal

Por Redação | Porta A Gazeta RM

O prefeito de Aparecida, José Luiz Rodrigues, conhecido como Zé Louquinho (PL), voltou a usar as redes sociais para relatar dificuldades enfrentadas pela cidade em relação ao trânsito nas entradas urbanas e questionar a falta de avanços em propostas de arrecadação e melhorias de infraestrutura. Em vídeo publicado recentemente, ele afirmou que a situação das principais vias de acesso ao município tem causado congestionamentos frequentes, especialmente em finais de semana e feriados religiosos, impactando moradores, visitantes e o fluxo de veículos na região.

Segundo o prefeito, os principais pontos de travamento estão localizados nas avenidas Getúlio Vargas e Itaguaçu, vias estratégicas para quem chega ao município e aos arredores do Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, um dos maiores destinos de turismo religioso do país. Ele afirmou que os congestionamentos são tão intensos que chegam a gerar reflexos na Rodovia Presidente Dutra, afetando trechos antes mesmo da chegada à cidade.

Uma das propostas defendidas por Zé Louquinho é a alteração do sistema de cobrança de estacionamento no entorno do Santuário Nacional. Atualmente, segundo ele, o pagamento é feito na saída dos veículos, o que contribuiria para a formação de filas. O prefeito sugeriu que a cobrança fosse feita na entrada ou por meio de um modelo automatizado semelhante ao sistema de pedágio “free flow”, sem cancelas, visando agilizar o fluxo de veículos.

O chefe do Executivo mencionou ainda que há movimentações na Justiça Federal para avaliar possibilidades legais e operacionais que permitam adequar o modelo de cobrança a essa nova proposta, com a intenção de reduzir os gargalos no tráfego de turistas e fiéis.

Além das mudanças no estacionamento, Zé Louquinho tem defendido a implementação de uma taxa turística (que em outros momentos ele chamou de “taxa ambiental”) para gerar receita municipal destinada a obras e serviços públicos, como criação de bolsões de estacionamento, recapeamento de vias, manutenção urbana e outras melhorias estruturais.

Ele reclamou que, apesar de Aparecida arcar com custos de limpeza, iluminação pública e manutenção de áreas de grande circulação, parte da arrecadação ligada ao movimento turístico fica com outros agentes, deixando a prefeitura com despesas elevadas e pouco espaço financeiro para investimentos.

O projeto de lei complementar que cria a taxa turística foi enviado à Câmara Municipal, mas, segundo o prefeito, ainda não foi pautado para votação. Ele alertou que a proposta tem validade até o final de dezembro e, caso não seja analisada até o dia 31, perderá efeito para 2026.

Zé Louquinho também listou outras medidas que considera necessárias para melhorar a mobilidade urbana em Aparecida, incluindo a criação de uma avenida marginal para facilitar a circulação interna da cidade e eventuais ampliações de faixas na rodovia Dutra nos trechos de aproximação.

Ele destacou ainda a necessidade de mais investimentos de responsabilidade dos governos federal e estadual, afirmando que a cidade não recebeu recentemente verbas direcionadas para melhorias ou compensações pelos impactos decorrentes do grande fluxo turístico.

A discussão sobre a taxa turística em Aparecida já vem sendo acompanhada no meio jornalístico e por parte da população. Matérias recentes apontam que a proposta municipal busca organizar o fluxo intenso de visitantes e enfrentar a pressão sobre a infraestrutura urbana causada pelo turismo religioso contínuo no município, que costuma receber milhões de pessoas anualmente.

A proposta segue em debate, com posicionamentos divergentes sobre sua eficácia e alcance. Enquanto a Prefeitura insiste na necessidade de novas fontes de receita, parte dos vereadores ainda não incluiu a pauta em sessões legislativas para análise, e moradores aguardam posicionamentos oficiais sobre a viabilidade das mudanças sugeridas.

Foto: Arquivo pessoal

Conteúdo Relacionado