Por Redação | Porta A Gazeta RM
O governo federal oficializou o reajuste do salário mínimo para R$ 1.621 a partir de 1º de janeiro de 2026, em decreto publicado no Diário Oficial da União no fim de dezembro de 2025. O novo valor representa um aumento de R$ 103 (6,79%) em relação ao piso anterior de R$ 1.518, que vigorou durante 2025.
O reajuste será aplicado já no salário pago em fevereiro de 2026 — referente à remuneração do mês de janeiro — e passa a influenciar diretamente o pagamento de benefícios sociais e trabalhistas vinculados ao piso nacional.
O cálculo do salário mínimo leva em conta duas variáveis:
– Inflação medida pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), acumulada nos 12 meses até novembro de 2025.
– Crescimento da economia brasileira medido pelo PIB (Produto Interno Bruto) de dois anos antes (2024), sujeito a um limite legal de 2,5%.
Esse modelo de cálculo — adotado em anos recentes — busca preservar o poder de compra dos trabalhadores diante da elevação dos preços e garantir ganho real ao piso salarial.
O novo piso salarial passa a influenciar diversos direitos trabalhistas e benefícios sociais. Entre os principais efeitos estão:
– Benefícios previdenciários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), como aposentadorias e pensões, que não podem ser pagos abaixo do salário mínimo.
– Seguro-desemprego, abono salarial e BPC (Benefício de Prestação Continuada) para pessoas com deficiência ou idosos em situação de vulnerabilidade social.
– Contribuições de MEI (Microempreendedor Individual), cujos valores mensais são calculados com base no piso nacional.
O reajuste tem impacto também no orçamento do governo federal. Estimativas divulgadas pela equipe econômica apontam que o aumento de R$ 103 no salário mínimo pode elevar as despesas obrigatórias em cerca de R$ 44 bilhões em 2026, considerando o efeito sobre benefícios e pagamentos vinculados ao piso.
A política de valorização do salário mínimo é discutida há anos entre economistas e representantes do setor produtivo. O reajuste de 2026 foi menor que alguns valores projetados anteriormente nas propostas orçamentárias, que indicavam um piso de até R$ 1.631 para o ano. Essa diferença se deve à evolução real dos indicadores econômicos usados no cálculo.
A correção anual do salário mínimo é uma das principais ferramentas de política social no Brasil, influenciando diretamente a renda de mais de 50 milhões de pessoas que dependem desse valor como referência para salários e benefícios.
O novo valor já está em vigor desde 1º de janeiro de 2026, e começará a ser pago aos trabalhadores com a folha do mês de janeiro, em fevereiro.
Foto: Ilustração




