Crime ocorreu em região de difícil acesso entre Cunha e Paraty; Polícia Civil investiga motivação e possível participação de terceiros
Por Redação | Portal A Gazeta RM
Um homicídio foi registrado na segunda-feira (24) em uma área de mata no Parque Nacional da Serra da Bocaina, na região conhecida como Parque de Cunha, no município de Cunha. A vítima foi identificada como Eliaby de Oliveira Benedito, de 25 anos.
De acordo com o boletim de ocorrência, a Polícia Militar do Estado de São Paulo foi acionada para atender a uma ocorrência de homicídio consumado na Estrada do Bangu, nas proximidades da unidade de conservação. O local é de difícil acesso, o que exigiu deslocamento por trilhas estreitas, com apoio de motocicletas, até o ponto onde o corpo foi encontrado.
A vítima já estava sem vida, caída em meio à vegetação. Segundo informações do registro policial, o homem foi atingido por um disparo de arma de fogo na região do rosto. As circunstâncias do crime ainda estão sendo apuradas, e a motivação permanece desconhecida.
Durante diligências na região, os policiais localizaram um homem de 31 anos apontado como principal suspeito. Conforme o boletim de ocorrência, ele teria confessado a autoria do crime durante a abordagem.
O suspeito também indicou o local onde havia escondido a arma utilizada, uma espingarda calibre 28. O armamento foi encontrado e apreendido, com cinco cartuchos intactos.
O homem foi conduzido à delegacia e permanece à disposição da Justiça.
A investigação aponta ainda para o possível envolvimento de outras duas pessoas. Um homem é suspeito de ter auxiliado na locomoção do autor, conduzindo a motocicleta utilizada no deslocamento. Já uma mulher teria permitido que a arma fosse escondida em sua residência.
Ambos foram mencionados no registro policial por possível favorecimento, e a participação de cada um será analisada no decorrer das investigações.
O caso foi registrado pela Polícia Civil do Estado de São Paulo como homicídio consumado, além de incluir os crimes de ameaça, favorecimento real e favorecimento pessoal tentado.
A autoridade policial responsável optou por não arbitrar fiança ao suspeito e representou pela prisão preventiva, considerando a gravidade do caso. Ele segue preso enquanto as investigações continuam.
Até o momento, não há confirmação oficial sobre a motivação do crime. A Polícia Civil trabalha para esclarecer as circunstâncias e eventuais desdobramentos do caso.

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