Investigação aponta cobranças abusivas, ameaças e indícios de agiotagem; vítima chegou a trabalhar até 48 horas seguidas sob coação

Por Redação | Porta A Gazeta RM
Um homem de 45 anos foi preso em flagrante por extorsão na tarde de sábado (11), após uma operação da Polícia Civil no município de Barra Mansa, no Sul Fluminense.
A ação foi conduzida por agentes da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro, a partir de denúncia de que um jovem vinha sendo ameaçado de morte, submetido a cobranças ilegais e obrigado a trabalhar sob coação.
Segundo as investigações da 90ª Delegacia de Polícia (90ª DP), a vítima havia contraído um empréstimo de R$ 600 em outubro do ano passado. Mesmo após pagar valores muito superiores ao combinado, com quantias que ultrapassaram R$ 9 mil, o jovem continuou sendo cobrado de forma abusiva. A dívida, conforme apurado, teria sido elevada irregularmente até cerca de R$ 19 mil.
Além das cobranças, o suspeito teria forçado a vítima a trabalhar como vigilante em uma empresa localizada às margens da Rodovia Presidente Dutra. O jovem relatou jornadas de até 48 horas ininterruptas, com pagamento de apenas R$ 200, além de ameaças constantes dirigidas a ele e a familiares, incluindo sua mãe.
Durante as diligências, os policiais localizaram a vítima no local de trabalho, em estado emocional abalado, e realizaram o resgate em segurança. Posteriormente, o suspeito marcou um encontro com o jovem em um posto de combustíveis no bairro Conforto, em Volta Redonda, onde exigiria o pagamento integral da suposta dívida. No local, ele foi preso em flagrante, sem resistência.
Na residência do acusado, os agentes apreenderam uma televisão de 50 polegadas retirada da casa da vítima como forma de pagamento forçado, além de notas promissórias que indicam possível prática de agiotagem. O aparelho foi devolvido ao proprietário.
As investigações continuam e já identificaram outros dois possíveis envolvidos no esquema. A Polícia Civil apura a extensão das práticas criminosas na região.
O suspeito foi encaminhado ao sistema prisional e permanece à disposição da Justiça.
Foto: Divulgação




