Acidente aconteceu na altura do km 32, no sentido Piquete; motorista fez teste do bafômetro, que deu negativo, e permaneceu no local para prestar assistência
Por Redação | Portal A Gazeta RM
Roberto Carlos de Siqueira, conhecido como “Roberto Licino”, morreu após ser atropelado por um ônibus na noite desta quarta-feira (9), na BR-459, em Lorena (SP). O acidente aconteceu por volta das 23h45, na altura do km 32, no sentido Piquete.
De acordo com as informações registradas no boletim de ocorrência, o motorista do ônibus relatou à polícia que o trecho estava muito escuro e que chovia no momento do acidente.
Segundo o condutor, ele teria visualizado apenas um vulto atravessando a frente do veículo. O motorista afirmou que tentou evitar a colisão, mas não conseguiu frear ou realizar uma manobra a tempo.
O Samu foi acionado para prestar atendimento à vítima. Apesar dos esforços de socorro, Roberto não resistiu aos ferimentos e morreu ainda no local do acidente.
Inicialmente, segundo o registro policial, o homem aparentava ter entre 50 e 55 anos e não portava documentos de identificação.
Durante o atendimento da ocorrência, foram localizados os dois chinelos que pertenciam à vítima a aproximadamente 40 metros do ponto onde ocorreu a colisão.
O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico-Legal (IML) de Guaratinguetá, onde seriam realizados os procedimentos de necropsia e identificação.
O motorista do ônibus, de 46 anos, permaneceu no local após o atropelamento. Ele acionou o socorro e auxiliou na sinalização da rodovia até a chegada da Polícia Rodoviária Federal (PRF).
O coletivo transportava seis passageiros no momento do acidente. Nenhum deles ficou ferido.
O condutor foi submetido ao teste do etilômetro, conhecido como bafômetro. O resultado foi negativo para o consumo de álcool.
Ainda segundo o registro da ocorrência, o motorista estava com a habilitação regular e não apresentava sinais de alteração da capacidade psicomotora.
A perícia foi realizada no local do atropelamento e também no ônibus envolvido na ocorrência.
Os peritos deverão analisar os vestígios encontrados para auxiliar na reconstrução da dinâmica do acidente e esclarecer as circunstâncias que levaram à colisão.
A investigação também prevê a coleta e análise de elementos que possam contribuir para a identificação da vítima. Foram solicitadas impressões digitais e, caso seja necessário, poderá ser utilizado material genético para confirmar oficialmente a identidade.
As condições de visibilidade, a chuva e as características do trecho no momento do acidente também deverão ser consideradas na apuração.
A Polícia Civil ainda investiga as circunstâncias do atropelamento e, até o momento, não concluiu se houve responsabilidade criminal por parte do motorista do ônibus.
A análise dos vestígios produzidos no acidente deverá auxiliar as autoridades na definição da dinâmica da ocorrência e na eventual responsabilização dos envolvidos, caso sejam identificados elementos que indiquem a existência de crime.
O caso foi registrado e seguirá sob investigação das autoridades competentes.
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