Por Redação | Porta A Gazeta RM
Um homem de 52 anos, suspeito de tentar furtar um helicóptero avaliado em cerca de R$ 6 milhões no Aeroporto de Caxambu, no Sul de Minas, foi preso na madrugada desta terça-feira (3) em uma área restrita do Aeroporto de Congonhas, na capital paulista.
O suspeito, identificado como Luiz Gustavo Fonseca Aires, estava foragido desde o início da semana, após romper a tornozeleira eletrônica que utilizava por determinação da Justiça. Ele havia sido colocado em liberdade no dia seguinte à tentativa de furto registrada em 8 de fevereiro, no Aeroporto de Caxambu.
Segundo informações apuradas, no dia 8 de fevereiro, o homem invadiu um hangar no aeroporto de Caxambu e tentou decolar com um helicóptero pertencente à aviação executiva. Durante a manobra, a aeronave caiu ainda nas dependências do terminal e sofreu danos consideráveis. Apesar do impacto, não houve registro de outras vítimas.
Após o episódio, Luiz Gustavo foi preso, mas acabou liberado no dia seguinte mediante decisão judicial, passando a responder ao processo em liberdade com uso de tornozeleira eletrônica.
De acordo com informações da Polícia Militar de Minas Gerais, o suspeito rompeu o equipamento de monitoramento e fugiu. Para deixar a região, ele teria furtado uma motocicleta na cidade de São Lourenço, também no Sul de Minas. Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que ele segue pela rodovia em direção ao estado de São Paulo.
A partir de então, passou a ser considerado foragido da Justiça, com mandados de prisão em aberto em Minas Gerais.
A captura ocorreu por volta das 5h desta terça-feira (3), conforme informações do 57º Batalhão da Polícia Militar. Um vigilante do terminal aeroportuário avistou o homem caminhando no pátio da aviação executiva, nas proximidades da cabeceira 35R, sem colete ou identificação funcional. Ele estava próximo a aeronaves, em frente a um hangar.
Ao ser abordado por agentes de segurança, o suspeito afirmou que aguardava uma pessoa para realizar manutenção em uma aeronave e que prestaria serviço para uma empresa, cujo nome não soube informar com clareza. Inicialmente, disse ter sido autorizado a entrar por funcionários do aeroporto, mas depois mudou a versão e declarou que acessou o local por uma área em obras.
Imagens analisadas pela equipe de segurança indicaram que duas cercas situadas em uma área desativada, com acesso externo ao complexo aeroportuário, foram cortadas. A ação teria possibilitado a entrada irregular na zona restrita.
Para chegar ao ponto onde foi interceptado, o homem percorreu uma área extensa dentro do aeroporto, podendo ter passado por trecho próximo às pistas de pouso e decolagem ou utilizado vias internas de serviço.
No momento da prisão, Luiz Gustavo portava uma faca de grande porte, um alicate que teria sido utilizado para cortar as cercas, instrumento para abertura de fechaduras e uma corda improvisada.
Ele foi encaminhado à sede da Polícia Federal em São Paulo para os procedimentos de praxe. Posteriormente, deverá ser recambiado para Minas Gerais, onde há mandados de prisão em aberto relacionados ao caso ocorrido em Caxambu.
As circunstâncias da nova invasão e eventuais intenções do suspeito dentro do aeroporto de Congonhas serão apuradas pelas autoridades competentes.
Fotos: Divulgação




