Skip to content

Motorista de ônibus que caiu em ribanceira em Cruzeiro, SP é solto após audiência de custódia

Lammounier Domingos Botelho Naves, de 38 anos, responderá em liberdade; acidente matou seis pessoas e deixou outras 42 feridas

Por Redação | Portal A Gazeta RM

O motorista do ônibus que caiu em uma ribanceira e deixou seis pessoas mortas em Cruzeiro (SP) foi colocado em liberdade após passar por audiência de custódia nesta segunda-feira (21). Lammounier Domingos Botelho Naves, de 38 anos, havia sido preso em flagrante após o acidente e agora responderá ao caso em liberdade provisória.

A decisão judicial determina que o motorista mantenha atualizado seu endereço junto à Justiça e compareça aos atos do inquérito e de eventual processo para os quais for intimado.

Segundo as informações apresentadas no caso, ele deverá responder, em princípio, por homicídio culposo e lesão corporal culposa na direção de veículo automotor, com agravante relacionada ao exercício de atividade profissional de transporte de passageiros. A responsabilização definitiva dependerá do andamento da investigação e das decisões judiciais.

Acidente aconteceu na manhã de domingo

O acidente aconteceu na manhã de domingo (20), na Rodovia Doutor Avelino Júnior (SP-052), em Cruzeiro. O ônibus transportava 48 romeiros que haviam saído de Minas Gerais com destino a Aparecida (SP). O grupo tinha como destino o Santuário Nacional de Aparecida.

Por circunstâncias que ainda são investigadas, o ônibus saiu da pista e caiu em uma ribanceira de aproximadamente 15 metros de altura.

Seis passageiros morreram. Outras 42 pessoas ficaram feridas e foram encaminhadas para unidades hospitalares de Cruzeiro, Lorena e Guaratinguetá.

As vítimas fatais foram identificadas como Sebastião Petronilho, de 74 anos; Jairo Antônio de Paula, de 47; Augusto Antônio de Lima, de 63; Ilza Nazaré Pereira Paulo, de 64; Evandro Carlos Garcia, de 46; e Alice Fátima Alves da Silva, de 14 anos.

Polícia investiga causas do acidente

A Polícia Civil investiga as circunstâncias da queda. Entre os pontos analisados estão as condições de conservação do ônibus, a documentação do veículo, a velocidade desenvolvida antes do acidente e a possibilidade de falha mecânica.

De acordo com as informações da investigação, o ônibus havia sido fabricado em 1995. Um dos itens identificados pelos investigadores foi um pneu em condições inadequadas de uso, descrito como careca.

A situação documental do veículo também é alvo da apuração. Segundo a polícia, o ônibus não teria autorização válida da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) para realizar a viagem interestadual.

A questão ainda é objeto de investigação e deverá ser confrontada com os documentos apresentados pelos responsáveis pelo transporte e com os registros dos órgãos competentes.

Marcas de frenagem são analisadas

Outro elemento que chamou a atenção dos investigadores foram marcas de frenagem encontradas na pista.

A perícia deverá analisar o sistema de freios e outros componentes mecânicos do ônibus para verificar se houve algum problema que possa ter contribuído para o acidente.

Os laudos periciais serão importantes para determinar as condições do veículo e ajudar a reconstruir a dinâmica da ocorrência.

Defesa afirma que houve falha mecânica

A defesa do motorista apresenta uma versão diferente daquela que está sendo investigada pelas autoridades. Segundo o advogado, o acidente teria sido provocado por uma falha mecânica.

De acordo com a defesa, uma marcha teria apresentado problema durante o trajeto, fazendo com que o motorista perdesse a capacidade de frear adequadamente o veículo.

O advogado também afirmou que o ônibus passou por locais com fiscalização eletrônica de velocidade antes do ponto onde ocorreu o acidente e que, segundo os registros mencionados pela defesa, não houve indicação de excesso de velocidade nesses equipamentos.

A defesa sustenta ainda que o veículo não estava irregular e possuía autorização para transportar passageiros, além de estar de acordo com as normas da ANTT.

Essas alegações deverão ser confrontadas com os documentos, depoimentos e laudos produzidos durante a investigação.

Investigação deve esclarecer responsabilidades

Com a concessão da liberdade provisória, o motorista continuará à disposição da Justiça e deverá cumprir as determinações estabelecidas na decisão judicial.

A investigação permanece em andamento. A Polícia Civil deverá reunir os resultados da perícia no veículo, os exames realizados no local, eventuais imagens de câmeras, depoimentos de passageiros e testemunhas, além de documentos relacionados ao ônibus e à viagem.

Os elementos deverão ser analisados em conjunto para esclarecer a dinâmica do acidente e verificar se houve falha mecânica, problemas relacionados às condições do veículo, fatores ligados à condução ou outras circunstâncias que possam ter contribuído para a queda.

Vítimas

As seis pessoas que morreram no acidente eram passageiros do ônibus que seguia de Minas Gerais para Aparecida.

As vítimas foram:

– Sebastião Petronilho, 74 anos;

– Jairo Antônio de Paula, 47 anos;

– Augusto Antônio de Lima, 63 anos;

– Ilza Nazaré Pereira Paulo, 64 anos;

– Evandro Carlos Garcia, 46 anos;

– Alice Fátima Alves da Silva, 14 anos.

Ilza era uma das pessoas envolvidas na organização da romaria que havia saído de Itumirim (MG). Alice, de 14 anos, estava entre os passageiros que viajavam para Aparecida.

As circunstâncias da morte das seis vítimas e as condições dos demais passageiros fazem parte do conjunto de informações apuradas pelas autoridades.

A Polícia Civil continua investigando o caso, e os laudos periciais e demais elementos coletados durante a apuração deverão contribuir para esclarecer as causas do acidente e eventuais responsabilidades.

Foto: Reprodução

Conteúdo Relacionado