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Operação “Pedofilia Zero” prende suspeito de comercializar imagens íntimas de adolescente na internet em Queluz, SP

Ação da Polícia Civil cumpriu mandado de busca e apreensão e resultou na prisão em flagrante de um homem investigado por divulgar e vender conteúdos íntimos de menor em plataformas digitais

Por Redação | Porta A Gazeta RM

A Polícia Civil do Estado de São Paulo, por meio da Delegacia de Polícia de Queluz, vinculada à Delegacia Seccional de Cruzeiro, deflagrou nesta quinta-feira (12) a operação “Pedofilia Zero”, voltada ao combate à exploração sexual de crianças e adolescentes no ambiente digital. A ação resultou na prisão em flagrante de um homem suspeito de comercializar e divulgar imagens íntimas de uma adolescente pela internet.

De acordo com informações repassadas à reportagem, o investigado seria natural ou teria residido anteriormente em Areias, tendo se mudado há pouco tempo para Queluz, onde foi localizado pelos policiais.

Segundo a Polícia Civil, a investigação foi conduzida de forma técnica e aprofundada e teve início após a identificação de que imagens íntimas de uma adolescente — que tinha 16 anos na época dos fatos — estariam sendo oferecidas e comercializadas em ambientes virtuais.

As apurações indicaram que o material era divulgado por meio de um site e também em grupos de plataformas de mensagens. Durante o trabalho investigativo, os policiais conseguiram rastrear a administração do site e dos canais utilizados para distribuição do conteúdo.

O material era divulgado sob o nome “Safadinhas do Vale”, expressão utilizada para atrair compradores interessados nos conteúdos ilegais. Conforme a investigação, o responsável pelo site também realizava negociações com interessados, definia valores e recebia pagamentos, inclusive por meio de transferências via Pix.

Todo o fluxo de comunicação entre o suspeito e possíveis compradores foi registrado pelos investigadores e incorporado ao inquérito policial.

A atuação da Polícia Civil em casos envolvendo exploração sexual de menores tem sido intensificada em todo o estado, principalmente no ambiente virtual, onde organizações criminosas e indivíduos utilizam plataformas digitais para armazenar, distribuir ou comercializar esse tipo de conteúdo ilegal.

Com base nas provas reunidas ao longo das diligências, a autoridade policial representou à Justiça pela expedição de mandado de busca e apreensão no endereço do investigado. A ordem judicial foi autorizada e cumprida pelos policiais nesta quinta-feira.

Durante a operação, foram apreendidos um telefone celular da marca Xiaomi e 11 pinos plásticos vazios do tipo eppendorf, que estavam armazenados em um invólucro transparente.

Após análise preliminar do aparelho celular, realizada com autorização judicial, os policiais identificaram arquivos contendo imagens e vídeos envolvendo a vítima menor de idade.

Segundo a Polícia Civil, durante a abordagem o investigado teria confessado ser o administrador do site e dos grupos de mensagens utilizados para divulgar o material. Ele também teria admitido que oferecia e comercializava os conteúdos.

Diante das evidências reunidas no local e do material encontrado no aparelho eletrônico, os policiais deram voz de prisão em flagrante ao suspeito.

O homem foi conduzido ao Centro de Triagem de Cruzeiro, onde permanece à disposição da Justiça e deverá passar por audiência de custódia.

A advogada Caroline Lemes, que representa o investigado, afirmou que ele não confessou a venda de pornografia infantil, como mencionado pelas autoridades policiais.

Segundo a defesa, o suspeito teria admitido apenas a comercialização de conteúdos adultos, negando qualquer envolvimento com a venda ou divulgação de material envolvendo menores de idade.

A advogada declarou ainda que os fatos serão esclarecidos no decorrer do processo judicial.

Em nota, a Polícia Civil destacou que a operação reforça o compromisso da instituição no enfrentamento de crimes que atentam contra a dignidade e os direitos de crianças e adolescentes, especialmente no ambiente digital.

De acordo com a corporação, ações desse tipo buscam identificar os responsáveis, interromper a circulação de material ilegal na internet e responsabilizar criminalmente os envolvidos na exploração sexual de menores.

Foto: Divulgação | Policia Civil e Redes sociais

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