Ação mira grupo suspeito de estelionato e lavagem de dinheiro; prejuízo ultrapassa R$ 9 milhões
Por Redação | Porta A Gazeta RM
A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), por meio da Delegacia Regional de Itajubá, deflagrou nesta quarta-feira (25) a Operação Couraça 2, no Sul de Minas. A ação é um desdobramento da Operação Couraça, de caráter interestadual, cujo objetivo é desarticular organização criminosa envolvida na prática de estelionato e lavagem de dinheiro.
As atividades são coordenadas pela Delegacia de Defraudações, vinculada à Delegacia Regional em Itajubá, e contam com apoio técnico do Laboratório de Lavagem de Dinheiro da PCMG, responsável pela análise financeira e pelo rastreamento da movimentação bancária dos investigados.
No âmbito interestadual, foram expedidos 24 mandados de busca e apreensão e 24 mandados de prisão preventiva. Até o momento, 15 suspeitos foram presos, enquanto nove são considerados foragidos.
Ao todo, 24 pessoas foram identificadas e indiciadas no curso das investigações. Os alvos estão distribuídos em Minas Gerais e nos estados de São Paulo, Paraná, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraíba e Piauí, o que evidencia a atuação articulada do grupo em diferentes regiões do país.
De acordo com a Polícia Civil, as apurações indicam que o grupo atuava de forma estruturada, com divisão de tarefas e uso de diferentes modalidades de fraude.
Entre os principais golpes identificados estão:
Falso boleto: emissão e envio de boletos fraudulentos, simulando cobranças legítimas para induzir as vítimas ao pagamento em favor da organização.
Golpe do anúncio clonado: clonagem de anúncios reais de venda de veículos em plataformas de comércio eletrônico. Um integrante se apresentava como intermediário da negociação, induzindo vendedor e comprador ao erro e direcionando os valores para contas bancárias controladas pelo grupo.
Falsa central de atendimento bancário e falso resgate de pontos (“falsa milhar”): contato com vítimas sob a falsa identidade de representantes de operadoras de cartão de crédito. Por meio de links maliciosos, os investigados obtinham acesso remoto aos aparelhos celulares, capturavam dados bancários e realizavam transações financeiras indevidas.
Segundo a PCMG, inúmeros moradores de Minas Gerais estão entre as vítimas identificadas.
Com base nas análises bancárias realizadas pelo Laboratório de Lavagem de Dinheiro, foi possível rastrear o fluxo dos valores movimentados entre diversas contas utilizadas pelo grupo, permitindo a identificação da dinâmica de ocultação e dissimulação dos recursos ilícitos.
Durante o período investigado, a organização criminosa movimentou R$ 9.103.614,67. A Polícia Civil informou que as investigações continuam para localização dos foragidos e aprofundamento da apuração sobre a participação de outros possíveis envolvidos.
A Operação Couraça 2 integra o conjunto de ações estratégicas da Polícia Civil de Minas Gerais no combate a crimes patrimoniais e financeiros, especialmente aqueles praticados por meio digital e com atuação interestadual.
Foto: Divulgação | PCMG




