Skip to content

Polícia investiga suspeita de maus-tratos contra menina de 2 anos no Parque Primavera em Cruzeiro, SP

Por Redação | Porta A Gazeta RM

A Polícia Civil de Cruzeiro investiga um grave caso envolvendo uma criança de 2 anos, moradora do bairro Parque Primavera, zona leste de Cruzeiro. A menina — identificada como “P.” — deu entrada na Santa Casa de Cruzeiro na segunda-feira (8), com diversos ferimentos graves que, segundo a polícia e equipe médica, seriam incompatíveis com a versão apresentada pela família.

Segundo relatos obtidos pelo Portal A Gazeta RM, quem levou a criança ao hospital foi o padrasto, que alegou que ela teria caído no banheiro. No entanto, diante da gravidade dos ferimentos, a menina foi transferida para o Hospital Regional de São José dos Campos — unidade referência para casos de alta complexidade no Vale do Paraíba —, onde permanece internada em estado gravíssimo.

De acordo com a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP), ao receber a paciente, os profissionais de saúde identificaram múltiplos hematomas em diferentes regiões do corpo, inclusive uma marca na coxa com contorno semelhante a uma mão, além de ferimentos extensos na cabeça — lesões consideradas incompatíveis com uma queda de pequena altura. A Polícia Militar foi acionada após a constatação, por volta das 22h30.

O boletim de ocorrência registra o caso como crime de maus-tratos com resultado em lesão corporal grave, previsto no artigo 136 do Código Penal, agravado por se tratar de vítima menor de 14 anos. A situação da criança foi classificada como gravíssima, com suspeita de morte encefálica: o hospital adotou o protocolo de 60 horas para confirmar ou descartar o diagnóstico.

A investigação conta com equipes de Cruzeiro e São José dos Campos, e médicos e assistentes sociais acompanham o caso.

Até o momento, não há confirmação se o crime resultou em óbito — o estado de saúde da criança permanece sob monitoramento. A polícia também requisitou exames periciais no corpo da vítima.

Agora, a perícia deverá determinar se as lesões foram, de fato, causadas por agressão — e não por acidente doméstico. A oitiva da mãe e do padrasto será fundamental. Se comprovada a violência, o caso poderá resultar em processo criminal. Também é esperado apoio de assistentes sociais e órgãos de proteção à infância e juventude para assegurar cuidado e proteção à vítima e investigar se houve omissão por parte da mãe.

Foto: Claudio Vieira | PMSJC

Conteúdo Relacionado